Paciente do sexo feminino, 44 anos, sem comorbidades prévias...
Assinale a afirmativa CORRETA sobre esse caso:
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Tema central: Esta questão aborda o diagnóstico e conduta inicial diante de um quadro de embolia pulmonar aguda (EP), afeção vascular grave e relativamente prevalente na prática clínica de pronto-socorro. O reconhecimento rápido e o manejo inicial correto impactam diretamente no prognóstico.
Justificativa da alternativa correta (B):
A paciente apresenta combinação de sintomas e sinais que sugerem fortemente Embolia Pulmonar Aguda: início súbito de dispneia, taquipneia (FR 32), taquicardia (FC 130), dessaturação (SpO2 88%), dor torácica ventilatório-dependente e o achado eletrocardiográfico clássico do padrão S1Q3T3. Estes elementos juntos, especialmente em uma mulher jovem e sem cardiopatia conhecida, são altamente sugestivos de EP.
Segundo as Diretrizes Brasileiras para o Tratamento Farmacológico do Tromboembolismo Pulmonar: “Nos pacientes com forte suspeita de EP, recomenda-se tratamento com anticoagulantes enquanto se espera os resultados de testes diagnósticos.” Portanto, a conduta correta inclui iniciar heparina e solicitar angiotomografia de tórax para confirmação.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. Apesar da dor torácica, o padrão eletrocardiográfico não é típico de Síndrome Coronariana Aguda (SCA), mas sim de EP. Terapia de reperfusão (como trombólise ou angioplastia) está indicada para SCA ou EP de alto risco - não é o quadro da paciente.
C) Incorreta. Sintomas psiquiátricos só podem ser aventados após exclusão rigorosa de causas orgânicas graves. A paciente possui sinais objetivos (hipoxemia, taquicardia, padrão S1Q3T3), não compatíveis com crise conversiva.
D) Incorreta. Marcadores de necrose miocárdica e ECG sequencial são úteis no diagnóstico de SCA, porém sua utilidade é limitada na EP e podem retardar o manejo correto. O exame ideal para EP é a angiotomografia do tórax.
Dica de prova: Fique atento a pegadinhas de diagnóstico diferencial! Sintomas como dispneia súbita, dessaturação e dor torácica ventilatório-dependente devem sempre despertar suspeita de EP, sobretudo diante do S1Q3T3 no ECG.
Segundo o UpToDate e o Harrison’s, essa estratégia é universalmente recomendada para EP suspeita em pacientes estáveis, prevenindo complicações enquanto aguarda exame confirmatório.
Resumo prático: Suspeitou de EP com quadro agudo, hipoxemia e S1Q3T3? Anticoagular imediatamente e solicitar angiotomografia!
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