Paciente de 38 anos, G5 P4(N) A0, gestante de aproximadamen...
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Tema central: Esta questão aborda o diagnóstico e manejo da mola hidatiforme, forma benigna da doença trofoblástica gestacional, com ênfase em condutas adequadas segundo diretrizes nacionais.
Análise clínica: Mulher de 38 anos, gestante de cerca de 3 meses, apresenta útero maior que o esperado, sangramento vaginal volumoso sem dor e β-hCG extremamente elevado (>100.000), além de ultrassonografia mostrando útero preenchido por vesículas (aspecto em “cacho de uva”) e ausência de feto. Estes achados são clássicos da mola completa — a forma mais comum de mola —, já que a mola parcial costuma ter tecido fetal e β-hCG menos elevado.
Justificativa da alternativa correta (C): O manejo indicado é esvaziamento uterino seguido de monitoramento ambulatorial do β-hCG, conforme descrito no Manual de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde: “O seguimento pós-molar deve ser realizado semanalmente até a normalização do hCG...” (Seção 4.5.4). A paciente não é classificada de alto risco automaticamente pela idade ou β-hCG; o alto risco demanda critérios específicos (ex.: invasão miometrial, metastatização, persistência do hCG), os quais não estão presentes.
Análise das alternativas incorretas:
- A: Incorreta. A quimioterapia profilática não é indicada universalmente, somente sob critérios de alto risco ou impossibilidade de acompanhamento — situação não demonstrada nesta paciente (Manual, pág. 174-175).
- B: Errada. A histerectomia só é indicada em situações específicas: desejo de contracepção definitiva, idade muito avançada, complicações associadas, ou contraindicação ao esvaziamento. Não é conduta inicial padrão.
- D: Descabida. O quadro típico é de mola completa (sem feto, útero volumoso, β-hCG altíssimo). A mola incompleta apresenta menores níveis de β-hCG e costuma ter tecido fetal identificado.
- E: Inadequada. Não há indicação de histerectomia seguida de quimioterapia sem critério explícito de alto risco, complicação ou impossibilidade de seguimento.
Estratégia para provas: Atenção aos critérios de alto risco e às indicações formais para quimioterapia profilática ou histerectomia. Evite generalizações!
Referência: Manual de Gestação de Alto Risco – Ministério da Saúde, Seção 4.5.4.
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