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Ano: 2022 Banca: UFV Órgão: UFV-MG Prova: UFV - 2022 - UFV-MG - Médico Clínico |
Q1932015 Medicina
A dosagem de tireoglobulina sérica é habitualmente utilizada para:
Alternativas

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Tema central da questão: A questão aborda o uso clínico da dosagem de tireoglobulina sérica, especialmente no contexto de monitoramento oncológico após tireoidectomia em pacientes com câncer diferenciado de tireoide, tópico relevante em concursos para médico clínico.

Justificativa da alternativa correta (D):

A tireoglobulina é uma proteína produzida exclusivamente pelas células foliculares da tireoide. Após tireoidectomia total para carcinoma papilífero de tireoide, espera-se que os níveis séricos de tireoglobulina sejam indetectáveis ou muito baixos. Sua monitorização periódica é fundamental, pois um aumento ou presença detectável pode indicar persistência ou recidiva da doença.

De acordo com o documento “Câncer Diferenciado da Tireoide: Tratamento”, recomenda-se: “3 meses: Tg, TSH”, evidenciando o uso da tireoglobulina no seguimento pós-cirúrgico. Revisões sistemáticas (ex: UpToDate) e obras como Harrison’s Principles of Internal Medicine destacam igualmente esse marcador no segmento oncológico tireoidiano.

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Diagnóstico da Doença de Graves: O diagnóstico dessa doença baseia-se em dosagens de hormônios tireoidianos, TSH e anticorpos antirreceptor de TSH, e não em tireoglobulina. Esta não é útil para diagnóstico nem monitoramento da Doença de Graves (referência: PCDT da Tireotoxicose – Ministério da Saúde).

B) Diagnóstico e monitoramento de Tireoidite de Hashimoto: Os marcadores principais são anti-TPO e anti-tireoglobulina, sendo o anti-TPO o mais sensível. Entretanto, a tireoglobulina sérica não é usada rotineiramente para diagnóstico/seguimento, pois não reflete atividade ou risco clínico.

C) Acompanhamento pós-operatório em pacientes com carcinoma de paratireoide: A paratireoide não produz tireoglobulina. O marcador desse carcinoma é o PTH (paratormônio), não a tireoglobulina.

Pegadinhas clássicas: Fique atento ao uso da palavra carcinoma com órgãos diferentes (tireoide vs paratireoide) e à confusão entre marcadores séricos. Tireoglobulina só é realmente aplicável ao seguimento do carcinoma diferenciado de tireoide.

Em resumo: O exame de tireoglobulina no soro é um instrumento de acompanhamento e não de diagnóstico primário, sendo D a alternativa correta segundo protocolos oficiais e literatura médica atual.

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A dosagem de tireoglobulina sérica é uma ferramenta importante no acompanhamento pós-operatório de pacientes com carcinoma papilífero de tireoide. Quando a tireoide é removida cirurgicamente, o nível de tireoglobulina no sangue deve ser mínimo ou indetectável. Se ocorrer um aumento nos níveis de tireoglobulina após a cirurgia, isso sugere a presença de células cancerígenas ativas e pode indicar uma recorrência do câncer. Portanto, a dosagem de tireoglobulina sérica é uma medida crucial para monitorar a eficácia do tratamento e garantir que o paciente permaneça livre da doença. As outras opções de resposta, como o diagnóstico da Doença de Graves, o diagnóstico e monitoramento de Tireoidite de Hashimoto e o acompanhamento pós-operatório em pacientes com carcinoma de paratireoide, não estão diretamente relacionadas à dosagem de tireoglobulina sérica.

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