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Q1050281 Medicina
Paciente de 24 anos G1 P0 A0, IG: 33 semanas +2 dias, procurou serviço médico por dor em baixo ventre há seis horas. Ao exame: PA:100x70 P:92 AFU:33 cm BCF:+ DU: 2 em 10minutos, toque: colo esvaecido 80% e pérvio 2,0cm, apresentação cefálica. Sua conduta será:
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Tema central da questão: Trabalho de parto prematuro (TPP) – definição, diagnóstico e conduta.

Comentário:

A paciente apresenta sinais claros de trabalho de parto prematuro (TPP): gestante de 33 semanas, dor abdominal, contrações uterinas (DU: 2 em 10min), colo esvaecido 80% e 2,0cm de dilatação. Segundo o Manual de Gestação de Alto Risco (MS, 2022), TPP é definido como atividade uterina regular associada a modificações cervicais antes de 37 semanas.

Em TPP entre 24-34 semanas, as condutas prioritárias incluem:

  • Internação para controle, investigação e manejo;
  • Tocolíticos para inibir contratilidade uterina, preferencialmente nifedipina VO (bloqueador de canal de cálcio) (Conforme Revisão Cochrane e SBMFC, 2021: “A nifedipina reduz significativamente risco de parto em 7 dias, é eficaz e com menos efeitos adversos que salbutamol/sulfato de magnésio”);
  • Corticoterapia (corticoide IM) para aceleração da maturidade pulmonar fetal;

Justificativa da alternativa correta (C):
Internação com inibição do trabalho de parto (tocolítico) e uso de corticóide IM é a conduta padrão, possibilitando retardar o parto o suficiente para benefício fetal. Salbutamol (beta-agonista) ainda pode ser opção, porém nifedipina é atualmente o agente de escolha devido ao melhor perfil de segurança e eficácia, conforme diretrizes nacionais (Manual de Gestação de Alto Risco, cap. 6.4).

Análise crítica das alternativas incorretas:

  • A: Repouso domiciliar e antiespasmódicos não são preconizados para TPP. Progesterona não tem papel como tocolítico nesta situação.
  • B: Conduta expectante em domicílio é inadequada e arriscada em TPP ativo; a não inibição antes de 34 semanas está em desacordo com protocolos oficiais.
  • D: Aguardar exames retarda o manejo inicial. Investigação laboratorial é útil, mas não substitui o início imediato das medidas terapêuticas para TPP.
  • E: Apenas internar e acompanhar, sem tocolítico e corticosteroide, omite etapas fundamentais do protocolo, aumentando morbimortalidade neonatal.

Dicas para provas: Atenção ao conceito de TPP com modificação cervical, idade gestacional (entre 24-34 semanas indica maior benefício da inibição) e contraindicações ao uso rotineiro de condutas domiciliares nesta fase.

Referências: Manual de Gestação de Alto Risco/MS (2022, seção 6.4); Revisão Cochrane (Calcium-channel blockers); SBMFC.

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Comentários

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A conduta correta a ser adotada nesse caso é a alternativa C - Internação para inibição do trabalho de parto com nifedipina VO ou salbutamol EV e uso de corticoide IM. Isso porque a paciente apresenta colo esvaecido em 80% e pérvio em 2,0cm, o que caracteriza o início do trabalho de parto prematuro. A internação é necessária para monitorar a evolução do trabalho de parto e inibir a sua progressão com a medicação adequada. A administração de corticoide também é indicada para acelerar a maturidade pulmonar do feto em caso de parto prematuro iminente. É importante agir rapidamente para evitar complicações para a mãe e o bebê.

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