Paciente de 24 anos G1 P0 A0, IG: 33 semanas +2 dias, procu...
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Tema central da questão: Trabalho de parto prematuro (TPP) – definição, diagnóstico e conduta.
Comentário:
A paciente apresenta sinais claros de trabalho de parto prematuro (TPP): gestante de 33 semanas, dor abdominal, contrações uterinas (DU: 2 em 10min), colo esvaecido 80% e 2,0cm de dilatação. Segundo o Manual de Gestação de Alto Risco (MS, 2022), TPP é definido como atividade uterina regular associada a modificações cervicais antes de 37 semanas.
Em TPP entre 24-34 semanas, as condutas prioritárias incluem:
- Internação para controle, investigação e manejo;
- Tocolíticos para inibir contratilidade uterina, preferencialmente nifedipina VO (bloqueador de canal de cálcio) (Conforme Revisão Cochrane e SBMFC, 2021: “A nifedipina reduz significativamente risco de parto em 7 dias, é eficaz e com menos efeitos adversos que salbutamol/sulfato de magnésio”);
- Corticoterapia (corticoide IM) para aceleração da maturidade pulmonar fetal;
Justificativa da alternativa correta (C):
Internação com inibição do trabalho de parto (tocolítico) e uso de corticóide IM é a conduta padrão, possibilitando retardar o parto o suficiente para benefício fetal. Salbutamol (beta-agonista) ainda pode ser opção, porém nifedipina é atualmente o agente de escolha devido ao melhor perfil de segurança e eficácia, conforme diretrizes nacionais (Manual de Gestação de Alto Risco, cap. 6.4).
Análise crítica das alternativas incorretas:
- A: Repouso domiciliar e antiespasmódicos não são preconizados para TPP. Progesterona não tem papel como tocolítico nesta situação.
- B: Conduta expectante em domicílio é inadequada e arriscada em TPP ativo; a não inibição antes de 34 semanas está em desacordo com protocolos oficiais.
- D: Aguardar exames retarda o manejo inicial. Investigação laboratorial é útil, mas não substitui o início imediato das medidas terapêuticas para TPP.
- E: Apenas internar e acompanhar, sem tocolítico e corticosteroide, omite etapas fundamentais do protocolo, aumentando morbimortalidade neonatal.
Dicas para provas: Atenção ao conceito de TPP com modificação cervical, idade gestacional (entre 24-34 semanas indica maior benefício da inibição) e contraindicações ao uso rotineiro de condutas domiciliares nesta fase.
Referências: Manual de Gestação de Alto Risco/MS (2022, seção 6.4); Revisão Cochrane (Calcium-channel blockers); SBMFC.
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