A histerectomia é uma das cirurgias mais frequentemente rea...
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Tema central: Histerectomia e o risco de lesão ureteral
A histerectomia é um dos procedimentos ginecológicos mais frequentemente realizados. O entendimento preciso da anatomia pélvica, em especial a relação íntima do ureter com estruturas ligadas durante a cirurgia, é fundamental para reduzir complicações.
Alternativa correta: C
O ureter pode ser lesado durante a ligadura do infundíbulo pélvico em histerectomia com salpingooforectomia.
O ligamento infundíbulo-pélvico conecta o ovário à parede pélvica lateral e contém os vasos ovarianos. O ureter cruza logo abaixo deste ligamento. Na histerectomia com salpingooforectomia, a ligadura desse ligamento é etapa obrigatória, colocando o ureter em risco. Esse é o momento mais crítico para lesão, pois tração ou erro na identificação anatômica podem resultar em trauma direto ou ligadura inadvertida do ureter.
Segundo literatura (ex: Te Linde’s Operative Gynecology), “a principal localização da lesão iatrogênica ureteral ocorre durante a secção do ligamento infundíbulo-pélvico, especialmente em cirurgias anexiais”. Portanto, o conhecimento anatômico e o cuidado nesta etapa são essenciais para prevenir complicações sérias como estenose, fístula ureterovaginal e perda da função renal.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta. A artéria uterina é ramo da artéria ilíaca interna (não da ilíaca comum) e cruza o ureter (“água passa sob a ponte”) próximo ao istmo uterino – aqui há um erro anatômico quanto ao vaso de origem.
B) O ponto em “X” não é rotina para contenção rápida em grandes vasos, podendo inclusive prejudicar estruturas adjacentes. Compressão, pinçamento ou hemostasia local imediata são mais recomendados. Protocolos cirúrgicos sugerem identificação e ligadura cuidadosa do vaso sangrante.
D) Falso ao limitar a lesão do ureter apenas à ligadura dos paramétrios. O ureter pode ser lesado em vários momentos da histerectomia, inclusive na ligadura do infundíbulo-pélvico.
E) Errada. Controle de dano está indicado em cenários de hemorragia maciça e instabilidade, inclusive em ginecologia. Protocolos internacionais reconhecem sua utilidade em situações críticas.
Dica para provas: Atenção redobrada a detalhes anatômicos e termos absolutos (“nunca”, “somente”), que frequentemente são “pegadinhas”.
Referências importantes: Te Linde’s Operative Gynecology; Diretrizes da FEBRASGO; artigos de revisão em cirurgia ginecológica.
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