"Há também o risco de perda de massa muscular", piora da co...

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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Os riscos de usar canetas emagrecedoras por conta própria só por estética


A advogada Gabriela, de quarenta anos, tentou dietas rigorosas e treinos intensos para perder o peso da pandemia, mas não teve sucesso. Apesar da boa forma, decidiu seguir amigas que usavam canetas emagrecedoras e, em fevereiro de 2024, comprou Ozempic sem receita, iniciando o uso sem supervisão. Os efeitos foram imediatos, com forte redução do apetite, e ela segue usando o medicamento de forma intermitente. Especialistas alertam para os riscos dessa automedicação.


A Anvisa exige receita para esses medicamentos, destinados a pessoas que realmente atendam às indicações médicas. Em 2025, a Polícia Federal investigou uma quadrilha que fabricava ilegalmente tirzepatida, envolvendo o médico Gabriel Almeida, que nega irregularidades e diz atuar apenas em debates técnicos.


Canetas como Ozempic, Wegovy e Mounjaro imitam hormônios ligados à saciedade e são indicadas para obesos ou pessoas com IMC entre vinte e sete e trinta com condições associadas. Apesar disso, vêm sendo usadas apenas por estética. Gabriela tinha IMC de 26,6 e nenhuma condição clínica. Em 2025, o Brasil ampliou critérios de prescrição, incluindo novas avaliações corporais. Especialistas reforçam que o foco desses medicamentos é tratar doenças, não desejos estéticos.


Caso semelhante é o de Andrew, britânico de quarenta e nove anos, com IMC de 26,9. Ele comprou as canetas online apenas com uma autoavaliação e, em 2024, perdeu peso rapidamente, relatando redução do impulso de comer. Ambos usam o medicamento por vaidade, não por indicação médica.


Apesar da eficácia, há riscos importantes. O uso sem necessidade clínica ainda gera incertezas, principalmente quando feito de forma intermitente. Efeitos colaterais incluem náusea, vômito, diarreia, constipação e, em casos raros, gastroparesia e problemas oculares. Uma mulher de trinta e um anos morreu na Paraíba após usar o medicamento sem supervisão, caso que reforçou os alertas do Cremesp.


Oacesso facilitado preocupa. No Reino Unido, farmácias online fazem verificações superficiais, permitindo uso inadequado, com mais de um milhão de pessoas utilizando o medicamento até agora. No Brasil, a Anvisa passou a exigir retenção de receita e proibiu a manipulação da semaglutida.


Há também o risco de perda de massa muscular, piora da composição corporal e efeito sanfona. O corpo reage à perda de peso elevando hormônios da fome e reduzindo o metabolismo, dificultando manter os resultados após interromper o uso. O tratamento contínuo só é indicado para quem realmente precisa.


Mesmo assim, Gabriela e Andrew não pretendem parar. Ela admite sentir-se dependente, e ele vê o medicamento como parte permanente de sua rotina estética.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/clyk6xz0rz0o.adaptado.

"Há também o risco de perda de massa muscular", piora da composição corporal e efeito sanfona.



Sintaticamente, é correto afirmar que, na oração destacada,

Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Em “Há também o risco de perda de massa muscular”, o verbo “haver” está empregado com sentido de existir; nessa acepção, é impessoal, forma oração sem sujeito e permanece obrigatoriamente na 3.ª pessoa do singular, de modo que “o risco de perda de massa muscular” não é sujeito.

Tema central: haver impessoal existencial
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por dois motivos objetivos. Primeiro, o verbo “há”, com sentido de existência, não admite sujeito, nem expresso nem oculto. Segundo, “o risco de perda de massa muscular” não é predicativo, porque não atribui característica, estado ou qualidade a sujeito ou objeto; trata-se do termo nominal posposto ao verbo impessoal.
B
Errada
Está errada porque o predicado não se limita a “há também”; o segmento “o risco de perda de massa muscular” integra a estrutura verbal. Também é incorreto classificá-lo, na oração, como adjunto adnominal. Essa é uma função interna a nome; não descreve a função sintática global do sintagma em relação ao verbo. A base admite apenas que, nessa oração, o segmento funciona como complemento do verbo.
C
Errada
Está errada porque “o risco de perda de massa muscular” não é sujeito simples. A forma singular de “há” não decorre de concordância com “risco”, mas da impessoalidade obrigatória do verbo “haver” quando tem sentido de existir. Portanto, não há sujeito com o qual o verbo concorde.
D
Certa
A alternativa D está correta porque identifica a estrutura da oração destacada: “há” tem valor existencial e, nesse uso, o verbo “haver” é impessoal. Por isso, não há sujeito na oração, e o segmento “o risco de perda de massa muscular” não exerce função de sujeito; ele é o termo que completa o sentido do verbo nessa construção.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de tomar o termo posposto ao verbo como sujeito e de transferir para “haver” a sintaxe de “existir”. Semanticamente, “há” equivale a “existe”, mas, sintaticamente, “haver” existencial continua impessoal e não admite sujeito.
Dica para questões semelhantes
  • Se “haver” puder ser entendido como existir, ocorrer ou acontecer, verifique primeiro a impessoalidade: a oração será sem sujeito.
  • Não conclua que o termo após o verbo é sujeito só porque ele nomeia o que existe; com “haver” existencial, esse termo não exerce função de sujeito.
  • Não use a forma singular de “há” como prova de concordância com um nome singular; nesse caso, o singular decorre da impessoalidade do verbo.

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verbo haver no sentido de existir, será impessoal.

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