No trecho “Viramos exaustos-e-correndo-e-dopados”, a autora ...
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O tema central desta questão é interpretação de texto, especificamente a análise do uso da conjunção “e” como recurso de estilo, conhecido na gramática como polissíndeto — figura de linguagem que consiste na repetição proposital de uma conjunção para criar ênfase.
No trecho analisado, “Viramos exaustos-e-correndo-e-dopados”, a autora emprega repetidamente a conjunção “e”. Segundo Evanildo Bechara (Moderna Gramática Portuguesa) e Celso Cunha & Lindley Cintra (Nova Gramática do Português Contemporâneo), o polissíndeto serve para reforçar a ideia de acúmulo, continuidade ou persistência dos elementos conectados.
Ao analisar as alternativas:
A) Incorreta. O polissíndeto não atribui tom acadêmico nem aproxima o texto de um discurso científico; seu papel é estilístico e não de formalização.
B) Correta. A repetição da conjunção “e” faz com que os termos tenham o mesmo valor, evidenciando a soma e a continuidade das características (exaustos, correndo, dopados) vividas simultaneamente. Isso imprime ao texto a sensação de sobreposição e acúmulo, conforme a intenção da autora.
C) Incorreta. O “e” é aditivo e não estabelece oposição (o que seria feito por conectivos relacionando ideias opostas, como “mas” ou “porém”).
D) Incorreta. Não há relação de causa e consequência; a conjunção “e” apenas soma os termos, sem sugerir que um ocorre porque o outro acontece.
Como interpretar corretamente e evitar pegadinhas em enunciados assim? Preste atenção no conectivo utilizado e reflita se ele indica adição (como o “e” frequentemente faz), oposição (como “mas”), explicação, comparação ou causa. No caso do polissíndeto, a ênfase está na persistência e na continuidade, nunca na oposição ou causalidade.
Caso se depare com repetições desse tipo, lembre-se: a finalidade é quase sempre acentuar uma sensação de acúmulo ou de continuidade — nunca de contradição, formalismo excessivo ou causa e efeito.
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Comentários
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NÃO SEI PORQUE APARECE QUE QUANDO UM PROFESSOR COMENTAR A QUESTÃO, SEREI NOTIFICADA POR EMAIL, ISSO NUNCA ACONTECEU.
Posso estar dando uma viajada, mas parece que existe uma ideia de que estar exausto e correr dopado tem o mesmo sentido. Seguindo a linha do texto, estamos dopados pra conseguir correr exaustos, algo nessa pegada, e a conjunção coordenativa aditiva "e" dá uma amarrada nisso tudo.
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