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Q3368419 Medicina
Segundo as diretrizes do Ministério da Saúde para hepatite B crônica, qual das alternativas representa uma situação que, isoladamente , indica tratamento antiviral?
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Tema central: indicações isoladas para iniciar tratamento antiviral na hepatite B crônica segundo o Ministério da Saúde (PCDT Hepatite B e Coinfecções). Os pilares de decisão são: HBV-DNA, ALT persistente e fibrose significativa (≥F2) ou cirrose.

Alternativa correta: CHBV-DNA ≥ 2.000 UI/mL associado a ALT persistentemente elevada (duas dosagens, intervalo ~3 meses) é critério que, por si só, indica tratamento, independentemente de elastografia, pois caracteriza hepatite crônica HBeAg-negativa com atividade necroinflamatória. Conduta: tenofovir (TDF) 300 mg/dia ou entecavir 0,5 mg/dia como primeira linha no SUS. Referências: PCDT Hepatite B/MS (2019, atualizado), EASL 2017, UpToDate.

Por que está correta? A persistência de ALT elevada confirma atividade inflamatória sustentada, e o HBV-DNA ≥ 2.000 UI/mL indica replicação clinicamente relevante. Esse binômio é suficiente para tratar, visando reduzir progressão para fibrose/cirrose e carcinoma hepatocelular (Harrison’s, AASLD/EASL).

Análise das incorretas

AApenas uma dosagem de ALT (41 U/L) não estabelece persistência. Diretrizes exigem pelo menos duas medidas com intervalo (~3 meses), além de excluir causas alternativas de elevação. Sem persistência, não há indicação isolada.

B – Elastografia 7,5 kPa sugere no máximo F1–F2 limítrofe. O PCDT considera tratamento por fibrose quando há evidência de ≥F2, geralmente com pontos de corte ≥7,9–8,0 kPa e/ou concordância com outros marcadores (APRI/FIB-4). Além disso, é necessária a contextualização com HBV-DNA/ALT. Assim, 7,5 kPa não indica tratamento isoladamente.

D – Elastografia 8,5 kPa isolada não basta. Embora possa sugerir ≥F2, o PCDT recomenda confirmar atividade pelo HBV-DNA e excluir outras causas de rigidez. Tratamento “isolado” por elastografia ocorre em cirrose (tipicamente >12–13 kPa) ou F≥2 confirmada no contexto de infecção ativa. Aqui, falta HBV-DNA/ALT.

Estratégia para prova

- Procure as palavras-chave: “ALT persistentemente elevada” + HBV-DNA ≥2.000. Isso, sozinho, autoriza tratar.

- Desconfie de uma única dosagem de ALT ou de valores de elastografia sem correlação clínica/virológica.

- Lembre que cirrose indica tratamento independentemente do DNA/ALT; elastografia moderada (7–9 kPa) não é suficiente sem o contexto.

Conduta (resumo do PCDT/MS): Tratar se (1) HBV-DNA ≥2.000 + ALT persistente; (2) fibrose ≥F2 documentada; (3) cirrose ou CHC; (4) imunossupressão/coinfecções específicas. Fármacos: TDF ou entecavir; monitorar ALT e HBV-DNA a cada 3–6 meses.

Fontes: Ministério da Saúde – PCDT Hepatite B e Coinfecções (2019/atualizações); EASL 2017; AASLD 2018; Harrison’s; UpToDate.

Gabarito: C

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