Mulher, 66 anos de idade, com diagnóstico de distrofia endo...
• Primeira avaliação:
- AV corrigida: 20/30 (OD), 20/40 (OE)
- Biomicroscopia: guttae centrais, sem edema estromal periférico.
- Endotélio periférico preservado, densidade celular periférica: 2.100 células/mm2.
- CCT (espessura corneana central): 570 μm.
- Conduta adotada: tratamento clínico + observação.
• Avaliação após 18 meses:
- AV corrigida: 20/60 (OD), 20/100 (OE)
- Edema corneano central persistente.
- Densidade celular periférica: 1.800 células/mm2.
- CCT: 650 μm (OE), 610 μm (OD).
- Edema estromal periférico discreto em OE.
Considerando a evolução do quadro e as opções cirúrgicas disponíveis, qual é a conduta mais apropriada para o olho esquerdo neste momento?
Gabarito comentado
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Gabarito: D
Fundamento decisivo: O achado decisivo é Fuchs com edema predominantemente central, guttae centrais e endotélio periférico ainda funcional/preservado, cenário em que a remoção seletiva da Descemet central doente (DWEK/DSO) pode permitir migração/repopulação periférica para a área central. O gabarito oficial se sustenta pela lógica fisiopatológica de doença central com reserva periférica ainda presente.
- Em Fuchs, primeiro localize a distribuição da doença: se o enunciado enfatiza acometimento central com periferia funcional, pense no racional da DWEK/DSO.
- Não trate edema corneano progressivo como indicação automática de DMEK ou DSAEK; confirme se a questão está valorizando reserva endotelial periférica.
- Exclua transplante penetrante quando a doença é predominantemente endotelial e o caso não traz comprometimento corneano de espessura total nem contraindicação às técnicas posteriores.
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