Paciente, do sexo feminino, 44 anos, busca a unidade de saú...
O diagnóstico CORRETO para tal situação é:
Gabarito comentado
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Tema central: vertigem desencadeada por movimentos cefálicos, de início súbito e duração de segundos, com manobra de Dix-Hallpike positiva — quadro típico de Vertigem Paroxística Posicional Benigna (VPPB).
Gabarito: E – Vertigem paroxística posicional benigna.
Justificativa clínica da alternativa correta: Na VPPB, partículas (otocônias) deslocam-se do utrículo para um canal semicircular (geralmente o posterior), gerando canalitíase. Isso provoca vertigem breve (< 1 min), paroxística, desencadeada por mudanças de posição (deitar, levantar, estender o pescoço). A manobra de Dix-Hallpike positiva reproduz a vertigem com nistagmo posicional paroxístico (latência de alguns segundos, fatigável, tipicamente torsional e batimento superior no acometimento do canal posterior). Diretrizes da AAO-HNSF e revisões do UpToDate e Harrison’s apontam esses achados como diagnósticos.
Como pensar na prova: Anote três pistas: 1) posicional; 2) duração em segundos; 3) Dix-Hallpike positivo. A ausência de sintomas auditivos e neurológicos reforça VPPB.
Por que as demais estão incorretas?
A) Vestibulopatias centrais: Vertigem geralmente contínua ou nistagmo não fatigável, sem latência, podendo mudar de direção, e com sinais neurológicos associados (ataxia grave, diplopia). A Dix-Hallpike não produz o padrão típico. Suspeitar em AVC cerebelar/lesões de tronco. (Harrison’s; UpToDate)
B) Síndrome de hiperventilação: Sensação de tontura/instabilidade associada à ansiedade, parestesias, perioral, não posicional, reproduzida por hiperventilação voluntária. Não cursa com nistagmo posicional típico nem Dix-Hallpike positivo. (UpToDate)
C) Síndrome de Ménière: Crises de vertigem com 20 min a 12 h, hipoacusia flutuante, zumbido e plenitude aural. Duração e sintomas auditivos não batem com o caso. (Diretrizes AAO-HNS para Ménière)
D) Neurite vestibular: Vertigem prolongada (dias), intensa, sem sintomas auditivos, com marcha desviada e Head-Impulse Test periférico positivo. Não é tipicamente posicional, e o Dix-Hallpike não é o exame-chave. (UpToDate)
Conduta de escolha (lembrete para provas): Manobras de reposicionamento (Epley para canal posterior) são tratamento de primeira linha, com alta taxa de sucesso; antieméticos/vestibulossupressores apenas por curto prazo para náuseas intensas. (Diretriz AAO-HNSF 2017/2020 para VPPB)
Pegadinhas: Vertigem posicional contínua ou com sinais neurológicos sugere origem central. Nistagmo sem latência e não fatigável também alerta para central.
Referências: AAO-HNSF Clinical Practice Guideline: BPPV; UpToDate – Benign paroxysmal positional vertigo; Harrison’s Principles of Internal Medicine.
Resposta final: E) Vertigem paroxística posicional benigna.
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