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Q2402531 Medicina
Em relação à avaliação por imagem do trato urinário pediátrico, assinale a alternativa correta.
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Tema central: escolha adequada dos métodos de imagem no trato urinário pediátrico, equilibrando eficácia diagnóstica e minimização de radiação (princípio ALARA).

Alternativa correta: C — A TC em pediatria deve ser reservada a casos complicados, quando a US não resolve e a RM não está disponível. Racional: US é 1ª linha na maioria das condições (ITU, hidronefrose, massas), a RM detalha sem radiação (uro-RM, avaliação vascular) e a TC fica para trauma, litíase aguda complicada, abscessos extensos ou quando há urgência/indisponibilidade. Essa conduta é sustentada por diretrizes como ACR Appropriateness Criteria (pediatria – UTI, hematúria, hidronefrose), recomendações da ESPR/ESUR e orientações da SBP/UpToDate.

Análise das alternativas incorretas

A. Afirma ecogenicidade incorreta. Em crianças maiores e adultos, a córtex renal normal é iso/hipoecogênica em relação ao fígado/baço; nos RN pode ser hiperecogênica transitória (imaturidade cortical) até ~6 meses. A assertiva inverte: diz que o rim é geralmente hiperecogênico e, no RN, a cortical seria hipoecogênica. Está em desacordo com textos de referência (ESPR, UpToDate).

B. Função renal não é avaliada preferencialmente por urografia excretora (UIV) em pediatria. O padrão é medicina nuclear: DMSA (função cortical/cicatrizes) e MAG3/DTPA (função diferencial e drenagem). UIV caiu em desuso por baixa acurácia funcional, radiação e contraste iodado. Diretrizes SBP/ACR recomendam cintilografia quando necessário.

D. A US não tem “maior sensibilidade” que a TC para pielonefrite aguda. Em agudo, a TC contrastada é mais sensível; em crianças, o DMSA é o melhor para acometimento cortical. No transplante, o Doppler-US é o exame de primeira linha (fluxo, estenose/trombose, coleções), mas a TC/RM pode superar a US na caracterização de hematomas, abscessos e fístulas. Portanto, a generalização de “maior sensibilidade” está incorreta.

Como pensar na prova

  • Primeira linha: US em quase todas as situações urológicas pediátricas.
  • Função: pense em DMSA/MAG3, não em urografia excretora.
  • Radiação: evite TC; use-a em trauma, litíase complicada ou quando US/RM não resolvem.
  • Ecogenicidade: cortex iso/hipoeco ao fígado; no RN pode ser hiperecogênico.

Referências rápidas: ACR Appropriateness Criteria (Pediatric UTI, Hematuria, Hydronephrosis); ESPR/ESUR Pediatric Uroradiology; SBP – Infecção do trato urinário; UpToDate – Imaging of the urinary tract in children.

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Currently, dynamic renal scintigraphy is considered a gold standard for renal function evaluation in children.

na avaliação do sistema urinário de crianças, a CT é menos indicada do que em adultos devido à menor incidência de cálculos e malignidades, além da preocupação em evitar a exposição à radiação ionizante. Quando a CT é usada, é para avaliações específicas como urolitíase suspeita após ultrassonografia inconclusiva, planejamento de tratamento para casos conhecidos de cálculos urinários, ou hematuria traumática. A angiografia por CT é utilizada alternativamente ao ultrassom Doppler ou angiografia por ressonância magnética para avaliar hipertensão renovascular suspeita. A CT urografia é útil na avaliação de trauma, obstrução do trato urinário suspeita ou divertículos caliciais.

A questão aborda avaliação por imagem no contexto pediátrico do trato urinário, pedindo para identificar a afirmação correta entre as alternativas oferecidas. A alternativa A está incorreta porque, de fato, o parênquima renal normal é usualmente hipoecogênico ou isoecogênico quando comparado ao fígado e ao baço na ultrassonografia (USG), e não hiperecogênico como a alternativa sugere. A alternativa B é incorreta porque a urografia excretora não é o método de escolha para avaliação da função renal em crianças. Na prática atual, métodos como a cintilografia renal e a ressonância magnética (RM) são preferencialmente utilizados para avaliar a função renal, dada a menor exposição à radiação e a capacidade de fornecer informações funcionais e anatômicas detalhadas. A alternativa C é a correta. Na prática pediátrica, a tomografia computadorizada (TC) é utilizada em situações mais complexas, quando a USG não fornece informações diagnósticas suficientes e a RM não está disponível. A TC geralmente é evitada em crianças devido à alta exposição à radiação, preferindo-se métodos de imagem sem radiação, como a USG e a RM. A alternativa D está incorreta porque, em muitos casos, a USG realmente tem alta sensibilidade, especialmente em condições como hidronefrose ou na avaliação de alterações anatômicas do trato urinário. No entanto, a TC é geralmente mais sensível que a USG para o diagnóstico de pielonefrite e suas complicações, assim como para avaliar detalhes anatômicos e complicações após transplante renal, embora a USG com doppler possa ser útil na avaliação de complicações vasculares. Portanto, a resposta correta é a alternativa C, já que reflete a prática clínica atual de restringir o uso de TC a casos mais complexos na população pediátrica, quando outros métodos diagnósticos menos invasivos e com menor exposição à radiação, como a USG e a RM, não são suficientes ou disponíveis.

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