Lesões não palpáveis da mama representam parcela crescente ...

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Q3916596 Medicina
Lesões não palpáveis da mama representam parcela crescente dos diagnósticos mamográficos, principalmente por microcalcificações suspeitas e distorções arquiteturais, e frequentemente necessitam de métodos de localização pré-operatória e de biópsia orientada por imagem, antes da decisão terapêutica definitiva. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)Lesões não palpáveis do tipo distorção arquitetural sem massa associada, quando detectadas em mamografia, são classicamente classificadas como BI-RADS 2 se medidas menores que 1 cm.
(__)Microcalcificações do subgrupo BI-RADS 3 podem ser acompanhadas, mas microcalcificações pleomórficas agrupadas geralmente são subgrupo BI-RADS 4 ou 5 e requerem biópsia.
(__)Após biópsia percutânea de lesão não palpável, a marcação com clip não é recomendada, pois interfere com a avaliação histopatológica subsequente.
(__)A biópsia estereotáxica é técnica de escolha quando o alvo está visível apenas na mamografia e não está claramente demonstrável na ultrassonografia.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Lesões mamárias não palpáveis com distorção arquitetural, microcalcificações suspeitas, necessidade de clip pós-biópsia e escolha do método guiado por imagem seguem a lógica do BI-RADS e das indicações técnicas: distorção arquitetural sem massa não é BI-RADS 2 por ser menor que 1 cm, microcalcificações pleomórficas agrupadas pedem biópsia, o clip é recomendado após biópsia percutânea e a estereotaxia é indicada quando o alvo só é visível na mamografia. Isso define a sequência F, V, F, V.

Tema central: Lesões mamárias não palpáveis
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque considera verdadeiro o primeiro item. Distorção arquitetural sem massa associada não é achado benigno, e o fato de medir menos de 1 cm não a reclassifica como BI-RADS 2. O erro médico é usar tamanho como critério de benignidade para um achado cuja semiologia é suspeita.
B
Certa
A alternativa B está correta porque reúne a sequência compatível com os critérios mastológicos consolidados. O primeiro item é falso, pois distorção arquitetural é achado suspeito e o tamanho isolado menor que 1 cm não lhe confere benignidade nem classificação BI-RADS 2. O segundo é verdadeiro, porque microcalcificações provavelmente benignas podem ser acompanhadas quando enquadradas como BI-RADS 3, enquanto microcalcificações pleomórficas agrupadas usualmente se enquadram em BI-RADS 4 ou 5 e indicam biópsia. O terceiro é falso, já que a colocação de clip após biópsia percutânea é recomendada para documentar o local biopsiado e auxiliar correlação radiopatológica e planejamento subsequente, sem inviabilizar a histopatologia da amostra obtida. O quarto é verdadeiro, porque a estereotaxia é o método de escolha para lesões visíveis apenas na mamografia, sem correspondente ultrassonográfico confiável.
C
Errada
Está errada porque inverte dois pontos centrais. O segundo item não é falso: microcalcificações pleomórficas agrupadas são suspeitas e, em regra, exigem biópsia, ao contrário do padrão BI-RADS 3 provavelmente benigno. O terceiro item também não é verdadeiro: o clip pós-biópsia é recomendado justamente para identificar o sítio biopsiado e não interfere na avaliação histopatológica da amostra já coletada.
D
Errada
Está errada porque transforma em verdadeiro o terceiro item e em falso o quarto. Isso contraria a técnica correta: a marcação com clip após biópsia percutânea de lesão não palpável é recomendada, e a estereotaxia é a escolha quando a lesão é vista na mamografia e não é adequadamente demonstrável na ultrassonografia.
Pegadinha da questão
A banca explorou quatro confusões reais: tratar distorção arquitetural pequena como benigna, chamar de BI-RADS 3 microcalcificações pleomórficas agrupadas, supor que o clip atrapalha a histopatologia e esquecer que lesão visível apenas à mamografia deve ser abordada por estereotaxia.
Dica para questões semelhantes
  • Não use tamanho isolado para benignizar distorção arquitetural; o valor decisivo está no padrão radiológico suspeito.
  • Em microcalcificações, a decisão depende de morfologia e distribuição: pleomorfismo com agrupamento aumenta suspeição e afasta BI-RADS 3.
  • Lembre que o clip pós-biópsia documenta o sítio biopsiado e ajuda na correlação radiopatológica e na localização futura.
  • Escolha o método guiado pela modalidade que realmente demonstra o alvo: se só aparece na mamografia, a referência técnica é a estereotaxia.

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