Assinale a opção correta acerca dos povos indígenas, dos qu...
Gabarito comentado
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Alternativa correta: A
Tema central da questão: A questão aborda os conflitos, desafios e características das populações indígenas, quilombolas e tradicionais em Rondônia. Esses grupos enfrentam ameaças constantes devido à expansão agropecuária, mineração e desmatamento. É importante conhecer a situação desses povos para entender as problemáticas sociais e ambientais do estado.
Resumo teórico: Rondônia abriga diversos povos indígenas, quilombolas e populações tradicionais que lutam pela manutenção de seus territórios e modos de vida. Segundo a Constituição Federal de 1988 (art. 231) e a FUNAI, esses povos têm direito às suas terras, mas enfrentam conflitos devido à expansão do agronegócio, madeireiros e garimpeiros. As populações quilombolas também buscam reconhecimento e titulação de suas áreas. Esses conflitos são amplamente documentados por relatórios do ISA e do CIMI.
Justificativa da alternativa correta (A): A alternativa A descreve com precisão a realidade de Rondônia, onde a expansão econômica provoca conflitos e pressiona territórios indígenas e tradicionais. Diversas fontes, como o Relatório Violência Contra os Povos Indígenas (CIMI), confirmam a tensão e violência devido a disputas territoriais. Portanto, A está de acordo com o cenário atual.
Análise das alternativas incorretas:
B – Errada, pois Rondônia ainda possui várias terras indígenas homologadas, como as dos povos Karitiana, Suruí, dentre outros. A afirmação de que não há terras indígenas é falsa.
C – Incorreta, pois além dos indígenas, Rondônia possui comunidades quilombolas reconhecidas, como os quilombolas do Forte Príncipe da Beira. A ausência desses grupos não corresponde à realidade.
D – Errada, porque o reconhecimento dos direitos indígenas não decorreu da catequização, mas sim de lutas históricas e garantias constitucionais. Além disso, não é permitido uso agropecuário e mineral comercial em terras indígenas.
E – Inadequada, pois há registros de povos indígenas isolados em outros estados da Amazônia brasileira, como Amazonas e Mato Grosso. Rondônia e Acre não são os únicos com essa característica.
Estrategia para interpretação: Leia atentamente procurando por afirmações absolutas como "não existe", "apenas", ou "todos", pois geralmente escondem pegadinhas. Busque sempre comparar com informações oficiais e atualizadas.
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Gabarito: Alternativa A.
A expansão da agropecuária, do desmatamento e da exploração mineral tem sido vetor de tensão e violência entre povos e comunidades tradicionais e grupos formados por agricultores, madeireiros e garimpeiros.
A fronteira entre Brasil e Perù abriga uma das maiores populações de indígenas em isolamento da Amazônia, e possivelmente, do mundo. Ao longo da história, esses povos resistiram à violência das diferentes frentes econômicas da colonização da floresta. São os sobreviventes dos massacres organizados por seringalistas e caucheiros no início do século passado. Fugiram para as zonas mais inacessíveis da mata, onde nascem os afluentes da margem direita dos rios Solimões e Amazonas. Hoje, esses índios não mantêm contato permanente com a sociedade nacional, mas têm o direito de continuar vivendo dos recursos que a natureza oferece.
https://cpiacre.org.br/povos-indigenas-isolados-2/
A expansão das atividades agropecuárias, o desmatamento e a exploração mineral têm gerado tensões e violência entre os povos indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais em Rondônia, com grupos formados por agricultores, madeireiros e garimpeiros frequentemente entrando em conflito com essas comunidades. Essas atividades têm comprometido o meio ambiente, afetando as terras e os modos de vida dessas populações tradicionais, gerando conflitos pela posse e pelo uso do território.
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A — A expansão da agropecuária, do desmatamento e da exploração mineral tem sido vetor de tensão e violência entre povos e comunidades tradicionais e grupos formados por agricultores, madeireiros e garimpeiros.
Em Rondônia, povos indígenas, quilombolas e populações tradicionais enfrentam constantes pressões territoriais devido à expansão da agropecuária, mineração e desmatamento, gerando conflitos recorrentes e ameaçando modos de vida e direitos garantidos pela Constituição Federal (artigo 231).
O estado possui diversas terras indígenas homologadas, como Uru‑Eu‑Wau‑Wau, Massaco e Rio Omerê, incluindo áreas com indígenas isolados, que são monitoradas para prevenir invasões e exploração ilegal.
As comunidades quilombolas, como o Quilombo Forte Príncipe da Beira, lutam pela titulação e proteção de seus territórios diante de sobreposições legais e pressões externas.
Relatórios do CIMI e do ISA documentam que essas tensões são estruturais e persistentes, evidenciando que a expansão econômica atua como vetor direto de violência e disputas territoriais, confirmando a precisão da alternativa A.
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