Paciente do sexo feminino, 41 anos, está hospitalizada para ...

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Q3949641 Psicologia
Paciente do sexo feminino, 41 anos, está hospitalizada para tratamento de dengue em um serviço público e está muito deprimida, por isso a enfermagem solicitou a avaliação psicológica. Durante o atendimento, a paciente expôs que o motivo de seu desânimo estava relacionado com a sua ausência de casa, pois recentemente havia descoberto que o marido tem uma relação extraconjugal e imaginava que, enquanto ela estava hospitalizada, ele estaria com outra mulher. Assim, foi realizado o acolhimento psicológico e proposto continuidade do acompanhamento durante a hospitalização.
Diante desse contexto, considerando a deontologia e as responsabilidades legais do psicólogo, assinale a alternativa correta. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

O que precisava saber: Era necessário saber que o psicólogo deve resguardar as informações obtidas no atendimento, compartilhando apenas o estritamente necessário e pertinente ao cuidado. No prontuário multiprofissional, o registro deve ser técnico, objetivo e restrito ao que contribui para a continuidade da assistência, sem exposição indevida de conteúdo íntimo ou irrelevante para a equipe.

Critério decisivo: O ponto decisivo foi identificar que o prontuário multiprofissional não autoriza o registro amplo de relatos íntimos da paciente. Devem constar apenas informações necessárias ao cuidado em saúde, preservando sigilo, privacidade e confidencialidade.

Tema central: Sigilo profissional, registro em prontuário multiprofissional e limites éticos da atuação do psicólogo no contexto hospitalar
Análise das alternativas
A
Errada
Está incorreta porque afirma que o psicólogo deve registrar no prontuário multidisciplinar o relato da relação extraconjugal do marido independentemente do teor trazido no atendimento. A base afirma o contrário: relatos íntimos não devem ser expostos no prontuário multiprofissional se não forem indispensáveis ao cuidado, e a necessidade de informar a equipe não autoriza quebra ampla de sigilo.
B
Certa
A alternativa B está correta porque expressa o dever de sigilo e a limitação ética do registro em prontuário multiprofissional: devem constar apenas informações que não exponham indevidamente a paciente. Isso coincide com a base segundo a qual o registro deve ser técnico, objetivo e restrito ao que contribui para a continuidade do cuidado, sem narrar detalhes sensíveis, como a relação extraconjugal do marido, quando isso não for indispensável ao objetivo assistencial.
C
Errada
Está incorreta porque propõe que a paciente continue o acompanhamento na clínica particular do próprio psicólogo. A base aponta que induzir continuidade com o próprio profissional em consultório particular ultrapassa os limites éticos do contexto hospitalar e caracteriza captação indevida de paciente.
D
Errada
Está incorreta porque substitui a intervenção psicológica pertinente por direcionamento espiritual e ainda admite que esse acompanhamento seja realizado pelo próprio profissional. A base informa que esse direcionamento não é a resposta adequada ao caso e não substitui a atuação psicológica cabível no contexto apresentado.
E
Errada
Está incorreta porque sugere chamar o marido e a terceira pessoa para esclarecer a situação. Segundo a base, isso viola privacidade, sigilo e os limites da atuação do psicólogo, além de extrapolar o objetivo do atendimento no serviço de saúde.
Pegadinha da questão
A pegadinha foi induzir a ideia de que, para a equipe compreender o humor deprimido da paciente, o psicólogo poderia registrar ou compartilhar todos os detalhes do relato. A base deixa claro que necessidade clínica não se confunde com autorização para revelar conteúdo íntimo, e que a equipe multiprofissional não tem direito irrestrito a detalhes sensíveis.
Dica para questões semelhantes
  • Em questões sobre prontuário multiprofissional, procure a alternativa que limite o registro ao que é necessário, técnico e pertinente ao cuidado.
  • Se a informação é íntima e não é indispensável ao objetivo assistencial, a tendência correta é preservar o sigilo e evitar exposição indevida.
  • Desconfie de alternativas que ampliem o acesso da equipe a detalhes pessoais sob o pretexto de compreensão clínica.
  • No contexto hospitalar, diferencie continuidade do cuidado de condutas que ultrapassam os limites éticos, como captação para clínica particular ou envolvimento de terceiros sem pertinência terapêutica.

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