Luiz, 39 anos, foi internado em um hospital geral para a rea...

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Q3949620 Psicologia
Luiz, 39 anos, foi internado em um hospital geral para a realização de uma cirurgia eletiva ortopédica. No pós-operatório, despertou muito confuso e agitado, ficando em observação. No segundo dia pós-cirurgia, o paciente demostrava grande agressividade e confusão mental, e, por isso, foi realizado o pedido para a avaliação psicológica. Na avaliação com o paciente e com a acompanhante, sua esposa, foi identificado que Luiz estava confuso a alguns dias, porém a situação foi considerada consequência da dor que sentia e dos medicamentos. A esposa também conseguiu se lembrar de que, em outro momento da vida do casal, ainda no namoro, quando Luiz ficou desempregado, ele teve a mesma reação de confusão e agressividade e saiu de casa andando pelas ruas “sem rumo”, sendo encontrado apenas dois dias depois.
Diante desse caso, assinale a alternativa correta. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

O que precisava saber: Era necessário identificar que, na avaliação psicológica em contexto de internação, o histórico prévio tem papel decisivo. O relato da esposa mostrou que Luiz já havia apresentado quadro semelhante de confusão, agressividade e desorganização comportamental em outro momento de forte estresse. Isso indica uma hipótese clínica de vulnerabilidade psíquica prévia e permite formular que a cirurgia e o contexto hospitalar atuaram como gatilho para uma desorganização já vivenciada anteriormente, sem reduzir o caso apenas à dor ou às medicações.

Critério decisivo: O dado decisivo foi o antecedente relatado pela esposa: em situação anterior de estresse importante, Luiz já apresentou quadro semelhante. Esse elemento sustenta a hipótese de que o episódio atual foi desencadeado sobre uma reação já observada antes, tornando B mais consistente do que uma explicação puramente medicamentosa, ainda que dor e medicações possam atuar como fatores precipitantes.

Tema central: Avaliação psicológica no hospital geral diante de agitação/confusão mental no pós-operatório, com valorização de histórico prévio de desorganização psíquica sob estresse.
Análise das alternativas
A
Errada
Está incorreta porque reduz a hipótese ao uso de analgésicos. A base afirma que dor e medicações podem contribuir para a confusão, mas o antecedente de episódio semelhante em outro contexto de vida enfraquece a explicação restrita à medicação.
B
Certa
A alternativa B está correta porque afirma que o evento cirúrgico serviu como gatilho para uma desorganização psíquica já vivenciada anteriormente. Isso corresponde exatamente ao elemento central da base: a repetição de quadro semelhante em outro momento de forte estresse aponta para uma hipótese clínica de reação já observada antes, e o relato da acompanhante é essencial para essa formulação.
C
Errada
Está incorreta porque o enunciado não autoriza concluir diretamente por surto psicótico como diagnóstico fechado e, além disso, a alternativa faz uma generalização indevida ao inferir exclusão do hospital geral a partir disso.
D
Errada
Está incorreta porque, embora a esposa seja informante relevante, a base deixa claro que o foco da avaliação continua sendo o paciente. O fato de a acompanhante poder colaborar verbalmente não a transforma no objeto principal da intervenção.
E
Errada
Está incorreta porque reduz o caso apenas à psiquiatria e ignora o papel da avaliação psicológica solicitado no contexto da internação.
Pegadinha da questão
A pegadinha foi induzir o candidato a explicar todo o quadro apenas por fatores imediatos do pós-operatório, como dor e medicação, ou a fechar diagnóstico de surto psicótico sem considerar o antecedente semelhante em situação anterior de estresse. Outro desvio possível era deslocar o foco da avaliação para a esposa ou excluir a atuação da psicologia.
Dica para questões semelhantes
  • Em casos de agitação e confusão no hospital, valorize o histórico prévio e procure saber se houve episódios semelhantes em outros momentos de estresse.
  • Diferencie fator desencadeante atual de causa exclusiva: cirurgia, dor e medicações podem precipitar o quadro, mas não necessariamente o explicam sozinhos.
  • Use o relato do acompanhante como complemento essencial da anamnese quando ele ajuda a identificar padrão anterior de descompensação.
  • Não exclua a atuação da psicologia hospitalar quando o caso exige formulação clínica e manejo em contexto de internação.

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