Paciente do sexo feminino, 37 anos, está em sua terceira ges...

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Q3949608 Psicologia
Paciente do sexo feminino, 37 anos, está em sua terceira gestação, tem um filho de 4 anos e, na segunda gestação, teve um aborto com 8 semanas. Ela deu entrada ao hospital junto ao companheiro e pai do bebê, pelo pronto atendimento, na 37ª semana de gestação, com sangramento. Durante os exames, foram identificados ausência de batimentos cardíacos e óbito do bebê. Logo após a comunicação médica, a paciente foi levada para a ala da maternidade e o serviço de psicologia hospitalar foi chamado para avaliá-la.
Com base nesse caso, assinale a alternativa correta. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

O que precisava saber: Era necessário reconhecer que a morte do bebê durante a gestação, especialmente em fase avançada, configura perda real e geradora de luto para os pais. Também era preciso saber que a permanência da paciente na maternidade após a comunicação do óbito pode intensificar a vivência de luto não reconhecido, exigindo acolhimento psicológico da paciente e do acompanhante.

Critério decisivo: O ponto decisivo foi identificar que se trata de perda gestacional tardia com óbito fetal e retorno da paciente à ala da maternidade, situação que favorece vivência de luto perinatal e deslegitimação social da perda, com necessidade de escuta, contenção emocional e acolhimento psicológico.

Tema central: Luto perinatal e luto não reconhecido após óbito fetal no contexto hospitalar
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque destaca justamente a vivência de luto não reconhecido quando a paciente retorna para a ala da maternidade após a notícia do óbito fetal. Segundo a base, esse ambiente pode intensificar a experiência de luto por expor a paciente ao cenário associado ao nascimento esperado, sem validação social do bebê perdido. Isso se vincula diretamente à necessidade de acolhimento psicológico nesse contexto.
B
Errada
A alternativa contraria a base porque não há regra de que o bebê deva ser levado ao colo da mãe, e essa conduta não é exclusiva do psicólogo. A base afirma que isso depende do contexto, do desejo da família e do protocolo institucional.
C
Errada
A alternativa está incorreta porque a base afirma expressamente que o vínculo com o bebê não é exclusivo da gestante. O companheiro também pode vivenciar sofrimento pela perda e necessita de acolhimento no processo de intervenção psicológica.
D
Errada
A alternativa está errada porque, embora a comunicação médica do óbito exista no caso, a base deixa claro que o cuidado não se esgota nesse ato e que a equipe multiprofissional pode e deve participar do acolhimento posterior. Portanto, a participação do psicólogo é relevante.
E
Errada
A alternativa é incorreta porque a base afirma que ter vivido aborto anterior não permite presumir recursos adequados de enfrentamento na perda atual. Ao contrário, experiências prévias podem inclusive aumentar a vulnerabilidade emocional.
Pegadinha da questão
A questão explora confusões frequentes: minimizar a relevância da perda por ter ocorrido na gestação, excluir o pai do campo de intervenção, presumir que um aborto anterior garante melhor enfrentamento e tratar a comunicação do óbito como algo desligado do cuidado psicológico.
Dica para questões semelhantes
  • Em situações de óbito fetal ou perda gestacional tardia, reconheça a existência de luto perinatal como perda real para os pais.
  • Se a paciente permanece em ambiente ligado ao nascimento esperado, como a maternidade, considere a possibilidade de luto não reconhecido e a necessidade de acolhimento psicológico.
  • Inclua o acompanhante ou companheiro na análise da intervenção, porque o sofrimento pela perda não é exclusivo da gestante.
  • Não presuma capacidade adequada de enfrentamento com base apenas em histórico obstétrico anterior.

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