Considerando a atuação do psicólogo hospitalar no contexto d...

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Q3949607 Psicologia
Considerando a atuação do psicólogo hospitalar no contexto da cirurgia cardiológica, assinale a alternativa correta.

( ) A relação entre o coração e as emoções não é mais considerada atualmente, pois é sabido que o centro das emoções é o sistema límbico.
( ) O trabalho do psicólogo deve ser iniciado no pré-operatório, em que se dedica atenção especial ao paciente e sua família.
( ) Uma vez definida a indicação cirúrgica, cabe ao psicólogo convencer o paciente sobre a importância da realização do procedimento, mesmo quando o paciente se manifesta contrário.
( ) O período do pós-operatório da UTI é o mais tranquilo, não havendo necessidade de acompanhamento psicológico.
( ) O trabalho de orientação psicológica pré-cirúrgica contribui para que o paciente enfrente melhor sua condição, com aumento do controle sobre si mesmo e sobre a situação que irá passar. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

O que precisava saber: Era necessário saber que, na cirurgia cardiológica, a atuação psicológica deve começar no pré-operatório, com atenção ao paciente e à família; que o psicólogo deve respeitar a autonomia do paciente, favorecendo compreensão e adesão voluntária, sem convencê-lo contra sua vontade; que o pós-operatório em UTI exige acompanhamento psicológico; e que a orientação pré-cirúrgica contribui para melhor enfrentamento e maior percepção de controle.

Critério decisivo: A sequência correta é F – V – F – F – V, porque a intervenção psicológica deve começar no pré-operatório, envolver paciente e família, respeitar a autonomia do paciente, não tratar a UTI como fase dispensável de acompanhamento e reconhecer que a orientação pré-cirúrgica melhora o enfrentamento e o senso de controle.

Tema central: Atuação do psicólogo hospitalar na cirurgia cardiológica, com foco em preparo pré-operatório, manejo de família, adesão ao tratamento e suporte no pós-operatório/UTI.
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque traz a sequência F – V – F – V – F, mas a base afirma que o pós-operatório em UTI não é período tranquilo nem dispensa acompanhamento psicológico, de modo que a quarta assertiva é falsa, não verdadeira. Além disso, a orientação psicológica pré-cirúrgica contribui para melhor enfrentamento e maior senso de controle, tornando a quinta assertiva verdadeira, e não falsa.
B
Errada
Incorreta porque, embora acerte ao marcar como verdadeira a atuação no pré-operatório e a utilidade da orientação pré-cirúrgica, erra ao considerar verdadeira a afirmação de que o pós-operatório em UTI não exige acompanhamento. A base é expressa ao indicar que esse período costuma exigir suporte psicológico por vulnerabilidade e sofrimento psíquico.
C
Errada
Incorreta porque considera verdadeira a primeira assertiva e, segundo a base, essa proposição deve ser marcada como falsa. Também não corresponde ao critério decisivo da sequência correta, que exige F – V – F – F – V. Além disso, essa alternativa não se ajusta ao fundamento de que o psicólogo deve respeitar a autonomia do paciente, sem convencê-lo contra sua vontade.
D
Errada
Incorreta porque marca como verdadeira a afirmação de que cabe ao psicólogo convencer o paciente sobre a importância da cirurgia mesmo quando ele se manifesta contrário. A base veda essa compreensão: a função do psicólogo é favorecer entendimento, elaboração emocional e adesão voluntária, respeitando a autonomia do paciente. Também só coincide com a base na falsidade da assertiva sobre a UTI, mas erra no conjunto da sequência.
E
Certa
A alternativa E está correta porque corresponde exatamente à sequência F – V – F – F – V. Isso se sustenta nos fundamentos da base: o trabalho psicológico deve ser iniciado no pré-operatório, com atenção especial ao paciente e à família; o psicólogo não deve convencer o paciente quando ele se manifesta contrário, mas favorecer compreensão, elaboração emocional e adesão voluntária; o pós-operatório em UTI não é um período tranquilo nem dispensa apoio psicológico; e a orientação pré-cirúrgica ajuda o paciente a enfrentar melhor a situação, reduz ansiedade e aumenta a percepção de controle sobre si e sobre o que irá vivenciar.
Pegadinha da questão
A pegadinha está em confundir atuação psicológica com convencimento do paciente e em supor que a UTI seja um momento psicologicamente tranquilo. Pela base, o psicólogo não substitui a decisão do paciente e o pós-operatório em UTI costuma ser uma fase de grande vulnerabilidade, exigindo acompanhamento.
Dica para questões semelhantes
  • Em cirurgia cardiológica, procure a alternativa que situe a atuação do psicólogo já no pré-operatório, com cuidado voltado ao paciente e também à família.
  • Se a opção atribuir ao psicólogo a função de convencer o paciente contra sua vontade, ela contraria a autonomia do paciente e deve ser descartada.
  • Quando a questão tratar de UTI ou pós-operatório, considere que esse período pode exigir acompanhamento psicológico, e não ser apresentado como fase tranquila ou dispensável de apoio.
  • Valorize enunciados que associem orientação pré-cirúrgica a melhor enfrentamento, redução da ansiedade e aumento da percepção de controle.

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