Paciente de 3 anos está internado em uma unidade infantil há...

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Q3949606 Psicologia
Paciente de 3 anos está internado em uma unidade infantil há 5 dias em razão de febre alta e complicações respiratórias. Embora o quadro clínico do paciente esteja estável e não seja compatível com isolamento por gotículas ou aerossóis, a mãe é a única que permanece com ele durante a internação, e o paciente não está recebendo visitas. A psicologia foi chamada para avaliação do paciente, que se encontra muito irritado e choroso. Além disso, a mãe apresenta comportamentos de desconfiança para com a equipe de enfermagem.
Assinale a alternativa que apresenta uma possibilidade de intervenção psicológica adequada para esse caso clínico. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

O que precisava saber: Na internação pediátrica, a atuação do psicólogo não se restringe à criança isoladamente. É necessário considerar a criança e o cuidador principal como unidade relacional de cuidado, porque a vivência do adoecimento e da hospitalização é mediada pela relação com a família e com a equipe de saúde. Também era importante saber que a irritabilidade e o choro da criança, assim como a desconfiança materna, indicam demanda para acolhimento, escuta e manejo da relação entre cuidador, paciente e equipe.

Critério decisivo: Em internação pediátrica, a atuação do psicólogo não se restringe à criança: deve considerar a criança e seu cuidador principal como unidade relacional de cuidado, especialmente quando o sofrimento do paciente se expressa por irritabilidade/choro e há sinais de desconfiança ou angústia materna diante da equipe.

Tema central: Intervenção psicológica hospitalar em pediatria, com foco no binômio paciente-família e na mediação da experiência de hospitalização/adoecimento.
Análise das alternativas
A
Errada
A alternativa está incorreta porque, embora o atendimento lúdico possa ser útil, a base informa que esse não é o ponto central do caso. O critério decisivo está na consideração do binômio paciente-família e na mediação da relação da mãe com a hospitalização, especialmente diante da irritabilidade da criança e da desconfiança materna em relação à equipe.
B
Errada
A alternativa contraria diretamente a base, que afirma que a pouca idade não impede intervenção direta. A atuação psicológica pode ocorrer com recursos adequados ao desenvolvimento da criança, além do trabalho com o cuidador principal.
C
Certa
A alternativa C está correta porque afirma exatamente o ponto central trazido pela base: na pediatria, o psicólogo hospitalar deve considerar o binômio paciente-família. Isso se vincula diretamente ao fundamento de que, na internação infantil, a intervenção costuma envolver a criança e o cuidador principal, já que a vivência do adoecimento é mediada pela relação com a família e com a equipe. No caso, a irritabilidade da criança e a desconfiança da mãe mostram que a intervenção psicológica deve incluir o cuidador e a relação dele com a hospitalização e com o adoecimento do paciente.
D
Errada
A alternativa está incorreta porque a base afirma que o tempo de internação não elimina a possibilidade de sofrimento psíquico nem inviabiliza intervenção psicológica. Mesmo com quadro clínico estável e sem isolamento, a criança pode apresentar sofrimento decorrente da internação, e a mãe também pode demandar acolhimento e manejo da relação com a equipe.
E
Errada
A alternativa está incorreta porque a base afirma que a gravidade clínica não afasta a necessidade de intervenção psicológica. Ao contrário, a psicologia hospitalar pode intervir sobre o sofrimento psíquico da criança e sobre a dinâmica familiar associada ao adoecimento e à internação.
Pegadinha da questão
A principal pegadinha foi induzir o candidato a pensar a intervenção psicológica apenas como atendimento direto à criança ou, em sentido oposto, a concluir que a pouca idade, o curto tempo de internação, o quadro estável ou a gravidade clínica afastariam a atuação da psicologia. Pela base, o foco decisivo está no binômio paciente-família e no manejo da experiência de hospitalização.
Dica para questões semelhantes
  • Em questões de pediatria hospitalar, verifique se a alternativa considera a criança e o cuidador principal como unidade relacional de cuidado.
  • Quando aparecerem sinais emocionais na criança e no cuidador, relacione a intervenção psicológica ao acolhimento, à escuta e ao manejo da relação com a equipe e com a hospitalização.
  • Não exclua atuação psicológica apenas por pouca idade, quadro clínico estável ou tempo curto de internação, porque a base admite sofrimento psíquico mesmo nessas condições.

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