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Q3295363 Odontologia
O uso de fármacos em Odontologia, especialmente na área protética, envolve analgesia, ansiólise e profilaxia antibiótica em alguns casos. Qual critério sustenta o uso racional de fármacos na reabilitação oral?
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Tema central: uso racional de fármacos em reabilitação oral (analgesia, ansiólise e profilaxia antibiótica), guiado por evidências, anamnese e avaliação de risco.

Alternativa correta: B — O uso racional exige considerar comorbidades (cardiopatias, insuficiência renal/hepática, gestação), interações medicamentosas (ex.: AINEs x anticoagulantes; benzodiazepínicos x depressores do SNC) e protocolos baseados em evidência para indicar antibióticos e sedativos de forma individualizada.

Justificativa clínica:

  • Antibioticoprofilaxia: indicada apenas em alto risco para endocardite infecciosa e em procedimentos com manipulação de tecido gengival/periapical (AHA 2021; ADA/CDC Stewardship). Evitar uso rotineiro e de amplo espectro.
  • Ansiólise/sedação: dosar pela ansiedade, duração e status ASA do paciente; preferir mínima/moderada com monitorização adequada (ASA/ADA sedation guidelines). Sedação profunda só quando estritamente necessário e com requisitos de segurança.
  • Analgesia: combinações ibuprofeno + paracetamol são de primeira linha, reduzindo necessidade de opioides (ADA 2019/2022).

Análise das incorretas

A. Prescrição rotineira de antibióticos de amplo espectro sem sinais infecciosos contraria a vigilância antimicrobiana, aumenta resistência e risco de C. difficile (ADA/CDC). Profilaxia para endocardite é restrita: prótese valvar, endocardite prévia, cardiopatias congênitas selecionadas, transplante cardíaco com valvulopatia.

C. Sedação profunda “em qualquer preparação” é insegura e não baseada em evidência. Deve-se ajustar à necessidade real; a maioria dos casos de prótese fixa é manejada com anestesia local e ansiólise mínima/moderada. Sedação profunda requer equipe habilitada, via aérea avançada e jejum.

D. Ignorar anamnese é erro grave. A avaliação pré-operatória define riscos, alergias, interações, uso de anticoagulantes e ASA, orientando dose, escolha do fármaco e necessidade de monitorização (padrão em diretrizes ADA/ASA).

Pegadinhas e estratégias de prova

  • Desconfie de termos absolutos como “sempre” e “qualquer” em sedação e antibióticos.
  • Procure menções a comorbidades, interações e protocolos: isso sinaliza racionalidade terapêutica.

Checklist rápido (à beira da cadeira): 1) ASA e anamnese completa; 2) Avalie ansiedade e duração do ato; 3) Use analgesia de primeira linha; 4) Antibioticoprofilaxia só se houver indicação formal; 5) Documente decisão e monitorize.

Referências: AHA 2021 Endocarditis Prophylaxis; ADA 2019/2022 Pain Management; ADA/CDC Antibiotic Stewardship; ASA/ADA Sedation Guidelines.

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