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Q3332713 Veterinária
As infecções virais dentro de uma colônia são, em sua maioria, enzoóticas e assintomáticas. Por essa razão, é fundamental o monitoramento de vírus dentro de uma colônia. Sobre o diagnóstico de viroses murinas é correto afirmar que:
Alternativas

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Tema central: vigilância e diagnóstico de viroses murinas em biotérios. Em colônias, muitas infecções são enzoóticas e assintomáticas, exigindo métodos laboratoriais sensíveis (moleculares e sorológicos) para monitoramento, conforme recomendações da FELASA e do ILAR.

Alternativa correta: C – Para vírus com genoma de RNA, a amplificação por PCR requer a etapa de transcrição reversa para gerar o cDNA (RT-PCR/RT-qPCR). A enzima transcriptase reversa converte RNA viral em DNA complementar, que então é amplificado. Este é o padrão-ouro para detecção de RNA-vírus em roedores de laboratório (ex.: MNV, rotavírus), por sua alta sensibilidade e especificidade (FELASA; UpToDate; Murray Medical Microbiology).

Por que as demais estão incorretas?

A. Confunde conceitos. Diagnóstico direto detecta partículas virais, antígeno ou genoma. A detecção de anticorpos é diagnóstico indireto (sorologia). Misturar anticorpos como “direto” é erro conceitual (ILAR; ASM).

B. Lista “métodos diretos”, mas inclui EIE indireto (ELISA indireto), que detecta anticorpos, portanto é indireto. PAGE pode detectar segmentos virais em poucos agentes (ex.: rotavírus), mas não é método amplamente aceito como padrão direto para vigilância geral. A presença do ELISA indireto invalida a assertiva.

D. Generaliza indevidamente. A sorologia não é aplicável a todas as linhagens: animais imunodeficientes (nude, SCID) podem não soroconverter. Além disso, o período de soroconversão varia por vírus e costuma ser >7 dias (frequentemente 2–3 semanas). Programas com sentinelas e exposição por cama suja seguem intervalos maiores (FELASA 2014/2022). Logo, “pelo menos 7 dias” é insuficiente e a afirmação é imprecisa.

E. Observação de efeito citopático (CPE) após inoculação em cultura celular/ovos/filhotes pode ocorrer, mas não identifica o vírus por si só e é pouco sensível para muitos vírus murinos. O uso de neonatos é eticamente desaconselhado e não é prática de rotina em monitoramento sanitário moderno; além disso, o isolamento é demorado e exige confirmação por testes específicos (FELASA; Guide for the Care and Use of Laboratory Animals).

Dicas para a prova:

  • Associe direto a vírus/antígeno/genoma e indireto a anticorpos.
  • Para RNA-vírus, procure por RT-PCR/RT-qPCR com etapa de transcrição reversa.
  • Desconfie de prazos fixos curtos de soroconversão; variam conforme o agente e a imunocompetência.
  • CPE é indicativo, mas não específico; precisa de confirmação.

Referências úteis: FELASA Recommendations for Health Monitoring in Rodents and Rabbits (2014/2022); ILAR Guide for the Care and Use of Laboratory Animals; UpToDate; Murray PR. Medical Microbiology; Fields Virology.

Gabarito: C.

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