O agente infeccioso cuja transmissão se faz por aerossóis e...
Gabarito comentado
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Tema central: agente infeccioso de biotério com transmissão por aerossóis e via intrauterina, causando doença respiratória crônica e redução da fertilidade em ratos e camundongos.
Alternativa correta: Mycoplasma pulmonis
Trata-se do agente da micoplasmose respiratória murina, quadro clássico em biotérios. Transmite-se por aerossóis, contato direto, via intrauterina e venérea. Produz doença respiratória crônica (rinites, traqueobronquite, broncopneumonia, otite média), com tosse/estertores, respiração ofegante e perda de condição corporal. Em fêmeas, causa endometrite, salpingite e infertilidade; em machos, orquite/epididimite. Co-infecções (p.ex., Filobacterium rodentium, vírus) agravam o quadro. Diagnóstico: sorologia (ELISA), PCR de swab respiratório/tecido pulmonar, histopatologia; cultura é difícil. Controle: barreiras sanitárias, rederivação (cesariana/transferência de embriões), “depop-repop”; antibióticos (tetraciclinas) apenas reduzem sinais, não erradicam. Referências: FELASA (health monitoring), NRC Guide, Fox et al. Laboratory Animal Medicine.
Por que as outras estão incorretas?
- Pasteurella multocida: importante em coelhos (“snuffles”) e suínos (rinite atrófica), mas não é o principal agente de doença respiratória crônica com transmissão intrauterina em murinos. A transmissão vertical não é típica, e a apresentação em ratos/camundongos é incomum.
- Ectromelia virus (varíola murina): causa erupções cutâneas, necrose de extremidades e alta mortalidade em camundongos. Transmissão por contato/fômites e fecal-oral; não cursa com doença respiratória crônica nem está associado à redução de fertilidade como achado principal.
- Citrobacter rodentium: patógeno entérico que provoca colite e hiperplasia colônica (modelo de EPEC/A/E). Transmissão fecal-oral; não acomete o trato respiratório nem reduz fertilidade.
- Vírus da hepatite murina (MHV): coronavírus de camundongos, enterotrópico/hepatotrópico, de alta contagiosidade (aerossóis/fecal-oral). Pode causar surtos agudos, mas não é tipicamente respiratório crônico, e a transmissão intrauterina não é característica; infertilidade não é achado marcante.
Estratégia de prova: sublinhe palavras-chave: aerossóis + intrauterina + respiratória crônica + infertilidade em roedores. Essa combinação aponta fortemente para Mycoplasma pulmonis. Descarte agentes entéricos (p.ex., C. rodentium), cutâneos/sistêmicos (ectromelia) e vírus hepatotrópicos (MHV).
Fontes recomendadas: FELASA Health Monitoring Guidelines; NRC – Guide for the Care and Use of Laboratory Animals; Fox JG et al., Laboratory Animal Medicine; UpToDate (Laboratory animal infections – rodents).
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