Os lagomorfos jovens são susceptíveis a infecções por agent...
Gabarito comentado
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Tema central: dermatofitoses em lagomorfos de biotério. São micoses superficiais por fungos que invadem pelos e camada córnea, gerando prurido, alopecia e eritema, especialmente em jovens e nas regiões da cabeça/orelhas e membros anteriores, com potencial zoonótico.
Alternativa correta: B – Microsporum gypseum. Trata-se de dermatófito geofílico, cujo reservatório é o solo e a cama. Em colônias, a exposição a substratos contaminados favorece surtos em animais jovens, com lesões circulares, descamação e prurido. É reconhecido como um dos agentes que acometem coelhos/lagomorfos em criação, ao lado de Trichophyton mentagrophytes. A associação com ambiente (camas, poeira) torna o M. gypseum particularmente relevante em biotérios. Referências: Laboratory Animal Medicine (Fox et al.), BSAVA Manual of Rabbit Medicine; UpToDate (Dermatophyte infections).
Estratégia de prova: a palavra-chave é “dermatófito”. Entre as opções listadas, apenas Microsporum pertence ao grupo dos dermatófitos. O enunciado cita sinais típicos (alopecia/prurido na cabeça), comuns em dermatofitias.
Diagnóstico (essencial em biotério): tricograma e fita adesiva nas bordas ativas; lâmpada de Wood (geralmente negativa no M. gypseum); cultura fúngica em DTM/Sabouraud e identificação microscópica; PCR quando disponível. Coletar pelos/escamas das margens das lesões aumenta o rendimento.
Tratamento e controle: isolamento do animal; terapia tópica (miconazol/clorexidina ou enilconazol 0,2% em banhos/aspersão); casos extensos: itraconazol; tosa limitada se necessário. Higienização ambiental rigorosa (remoção de cama, desinfecção com hipoclorito 1:10), EPI para a equipe e cultura de controle antes de reintegrar. Diretrizes e práticas recomendadas: BSAVA, CDC/UpToDate para princípios de controle de dermatofitoses.
Análise das incorretas:
A – Rhizopus stolonifer: zigomiceto ambiental (mucormicose). Não é dermatófito e tipicamente causa infecções oportunistas invasivas, não dermatofitose superficial.
C – Francisella tularensis: bactéria (tularemia). Quadro sistêmico/ulceroglandular, não micose cutânea por dermatófito.
D – Pneumocystis jirovecii: fungo respiratório, causa pneumonia em imunocomprometidos. Não produz lesões dermatofíticas.
E – Aspergillus flavus: fungo filamentoso associado a aspergilose e aflatoxinas; não é dermatófito, não tem tropismo por pelos/estrato córneo.
Pegadinhas comuns: confundir “fungo ambiental” com “dermatófito”. Lembre: dermatófitos clássicos são Microsporum, Trichophyton e Epidermophyton.
Gabarito: B) Microsporum gypseum.
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