Com relação às diversas formas de encefalopatias crônicas nã...
Gabarito comentado
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Tema central: O foco da questão é a paralisia cerebral, classificada como uma encefalopatia crônica não progressiva. Abordamos principalmente suas diferentes formas clínicas, com destaque para a forma discinética.
Justificativa para a alternativa correta (A):
A forma discinética da paralisia cerebral está fortemente associada a lesões dos núcleos da base do encéfalo, frequentemente provocadas por kernicterus (toxidade da bilirrubina em recém-nascidos, principalmente prematuros) e por asfixia perinatal. Essas lesões levam a movimentos involuntários (distonia e coreoatetose). Segundo as "Diretrizes de Atenção à Pessoa com Paralisia Cerebral" do Ministério da Saúde, na seção 3.3:
“A paralisia cerebral discinética caracteriza-se por movimentos atípicos (...), é ocasionada por uma lesão do sistema extrapiramidal, principalmente nos núcleos da base (...), estando frequentemente associada ao kernicterus e à asfixia perinatal.”
Análise das alternativas incorretas:
B) Incorreta. A forma mais comum de paralisia cerebral é a espástica (70-80% dos casos), não a atáxica — que se caracteriza por marcha ebriosa, mas é rara. Atenção à pegadinha: frequência epidemiológica é central para a resposta!
C) Incorreta. O diagnóstico de paralisia cerebral é clínico, baseado em história e exame físico. A pesquisa da mutação no gene SMN (survival motor neuron) é específica para atrofia muscular espinhal, não para encefalopatias crônicas não progressivas.
D) Incorreta. Os movimentos da forma discinética podem afetar membros superiores, inferiores e face. Não há predomínio obrigatório em um segmento específico nem poupança da face.
Dica estratégica: Em provas, observe termos como “obrigatoriamente”, “exclusivamente” e “apenas”, pois reforçam a necessidade de considerar a variabilidade clínica, evitando conclusões precipitadas.
Resumo motivador: Domine a classificação e a fisiopatologia da paralisia cerebral. Isso facilita diferenciar quadros clínicos e evitar pegadinhas comuns. Treine para reconhecer padrões-chave nas questões.
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