Com relação à suspeita de crise convulsiva febril, qual dos ...
Gabarito comentado
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Tema central: Crise convulsiva febril e risco de desenvolvimento futuro de epilepsia.
Para diferenciar risco de epilepsia após crises convulsivas febris, é crucial reconhecer características de crise febril simples (CFS) e crise febril complexa (CFC):
- CFS: Duração < 15 min, tônico-clônica generalizada, ocorre uma única vez em 24h, ausência de sinais neurológicos.
- CFC: Duração > 15 min, crises recorrentes ou focais nas 24h, ou sinais neurológicos pós-ictais.
Análise das alternativas:
Alternativa A: Crises recorrentes e prolongadas (>15 min) são sinais de alarme e elevam significativamente o risco de epilepsia formal no futuro.
Segundo o PCDT Epilepsia, MS: “Crises prolongadas e recorrentes são fatores de risco para desenvolvimento de epilepsia.”
Alternativa B: Crise focal complexa em lactente (<1 ano) eleva substancialmente o risco, visto que ambos (focalidade e idade precoce) são fatores prognósticos negativos comprovados em diretrizes.
Alternativa C: Paciente <1 ano e início da crise pouco tempo após febre (<1h) têm risco aumentado, pois “idade jovem e curta latência entre febre e crise aumentam chance de epilepsia”, conforme Manual MSD e SBC.
Alternativa D: Apresenta todos os critérios de crise febril simples (crise generalizada, paciente >1 ano, único episódio). A presença de lentificação posterior ao episódio no EEG é inespecífica: não configura fator de risco previsto nas diretrizes do Ministério da Saúde e nas revisões sistemáticas (PubMed, UpToDate).
Estratégia para a prova: Atente-se ao conceito de crise febril simples vs. complexa, reconhecendo termos como “focal”, “prolongada”, “recorrente” e idade <1 ano como alarmes para epilepsia. Pegadinhas comuns incluem alteração inespecífica em EEG e tempo de início da febre.
Referência: Segundo o PCDT Epilepsia/MS: “O risco de epilepsia em CFS é apenas um pouco maior que na população geral; em CFC, risco sobe para 4 a 15%.” (p. 23). Manual MSD e UpToDate reforçam: “Alterações isoladas no EEG não aumentam risco se a crise for simples.”
Gabarito: D
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Comentários
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alternativa correta: D: Crise do tipo tonicoclônica generalizada com padrão de lentificação posterior no eletroencefalograma 3 dias após o episódio, em paciente de 3 anos de idade.
justificativa
As crises febris simples, como a descrita na alternativa C, ocorrem em crianças entre 6 meses e 5 anos de idade, duram menos de 15 minutos e têm um risco muito baixo de evoluir para epilepsia. No entanto, a alternativa D indica uma crise tonicoclônica generalizada com lentificação posterior no EEG 3 dias após o episódio, o que sugere um prognóstico mais complexo e com sinais de alerta que podem não estar presentes no perfil descrito na alternativa C.
análise das alternativas
[A]: Crises recorrentes com duração de 35 minutos. Incorreta. Crises prolongadas têm maior risco de complicações e um risco aumentado de epilepsia futura.
[B]: Crise focal complexa em paciente de 10 meses de idade. Incorreta. Crises focais complexas, especialmente em crianças muito jovens, são associadas a um risco mais elevado de desenvolvimento de epilepsia.
[C]: Episódio convulsivo 30 minutos após o início do episódio febril em paciente com 6 meses de idade. Incorreta. Embora crianças de 6 meses possam apresentar crises febris simples, os detalhes fornecidos não indicam um perfil de menor risco comparado à alternativa D.
[D]: Crise do tipo tonicoclônica generalizada com padrão de lentificação posterior no eletroencefalograma 3 dias após o episódio, em paciente de 3 anos de idade. Correta. Este perfil sugere um risco mais baixo de epilepsia futura devido à ausência de fatores de risco significativos frequentemente associados a crises prolongadas ou focais complexas.
resumo: A alternativa D destaca um paciente com menor chance de desenvolvimento futuro de epilepsia, baseado em características específicas e sinais de alarme.
pontos chave
- Crises febris simples em crianças têm menor risco de evoluir para epilepsia.
- Crises prolongadas e focais complexas apresentam maior risco de complicações.
- O padrão de lentificação no EEG após crise pode ser um fator importante na avaliação de risco.
- Avaliar corretamente os sinais de alarme e as características das crises é crucial para o manejo adequado.
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