A escarlatina, uma das doenças causadas pelos estreptococos ...
A manifestação clínica observada na fase tardia da doença é(são):
Gabarito comentado
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Gabarito: D — descamação da pele
Tema central: Escarlatina (infecção por Streptococcus pyogenes, grupo A) com exantema eritrodérmico “em lixa”, linhas de Pastia, palidez perioral e “língua em morango”. A pergunta foca na manifestação da fase tardia da doença.
Por que a alternativa D está correta: Na escarlatina, após 1–3 semanas do início do exantema, ocorre descamação lamelar (“em folhas”), mais evidente em extremidades (mãos e pés), axilas e virilhas. É um achado clássico de convalescença, refletindo a renovação do estrato córneo após a toxina eritrogênica. O tratamento antibiótico encurta a duração da febre e previne complicações, mas não impede a descamação. Referências: UpToDate (Scarlatina, 2024), CDC, Harrison’s Principles of Internal Medicine (21ª ed.).
Estratégia de prova: Ao ver “fase tardia” em escarlatina, pense em descamação. As demais manifestações (febre alta, exantema áspero, hiperemia difusa, língua em morango) são precoces.
Análise das alternativas incorretas:
A) Lesões ulcerativas: Não fazem parte do curso típico. Úlceras cutâneas sugerem outras entidades (ectima por impetigo, piodermites profundas, infecções necrosantes), não a fase de convalescença da escarlatina.
B) Hiperpigmentação facial: O exantema da escarlatina regride sem hiperpigmentação residual. Pode haver eritema e, depois, descamação, mas não hipercromia persistente.
C) Rash vesicular: A morfologia clássica é eritema micropapular áspero, não vesicular. Vesículas remetem a varicela, herpes ou eczema herpético, não à escarlatina.
E) Linfoadenomegalia persistente: Adenopatia cervical anterior é comum na fase aguda, porém tende a regredir com o tratamento. Persistência prolongada sugere outras causas (mononucleose, TB, linfomas), não evolução típica da escarlatina.
Diagnóstico (resumo): Quadro clínico de faringite + exantema compatível. Confirmação por teste rápido de antígeno ou cultura de orofaringe; PCR é alternativa onde disponível. Diretrizes: CDC, SBP/Ministério da Saúde.
Tratamento (conduta): Penicilina V ou amoxicilina por 10 dias; alternativas em alergia: cefalexina (se não IgE mediada) ou macrolídeos/clindamicina (alergia imediata). Antitérmicos/analgésicos de suporte. Objetivo: reduzir sintomas e prevenir febre reumática; a descamação tardia pode ocorrer apesar da terapia. (UpToDate, CDC, Harrison)
Pegadinha clássica: “Vesicular” e “hiperpigmentação” confundem com outras dermatoses exantemáticas. A palavra-chave “fase tardia” guia para descamação.
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