Um paciente apresenta um nódulo pulmonar que requer avaliaç...
Gabarito comentado
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Tema central: Avaliação diagnóstica de nódulo pulmonar por broncoscopia com ultrassonografia endobrônquica (EBUS), realizando punção aspirativa por agulha (TBNA). O objetivo é localizar melhor a lesão e guiar a coleta em tempo real, aumentando o rendimento diagnóstico.
Gabarito: C – Por quê? A combinação broncoscopia + EBUS melhora a precisão na localização de nódulos periféricos e permite guiar a punção por ultrassonografia. Existem dois modos: o EBUS radial (miniprobe) para lesões periféricas, que confirma a posição e orienta biópsias/escovados/aspiração via “guide sheath”; e o EBUS convexo para linfonodos mediastinais/hilares, permitindo TBNA em tempo real. Essa abordagem aumenta o rendimento diagnóstico comparado à broncoscopia convencional e reduz punções “às cegas. (Diretrizes CHEST/ACCP; BTS 2019; UpToDate; Harrison’s).
Raciocínio prático em prova: Achou no enunciado as palavras “broncoscopia + ultrassonografia + punção”? Pense em EBUS-TBNA e em guiagem ultrassonográfica com maior acurácia para nódulos periféricos/linfonodos.
Análise das alternativas:
A. Diz que usa fluoroscopia. Fluoroscopia pode ser adjuvante, mas não é a metodologia do EBUS. O núcleo da técnica é a ultrassonografia endobrônquica. Logo, incorreta quanto ao método.
B. Cita redução de risco e planejamento por TC. Embora a EBUS possa ter menos pneumotórax que biópsia transtorácica, a vantagem principal aqui é a localização precisa e a punção guiada por US. TC é útil no planejamento, mas não guia em tempo real.
D. Alega menor tempo de procedimento e anestesia geral. EBUS geralmente não encurta tempo e pode ser feito com sedação (não exige GA na maioria). Não corresponde à principal vantagem nem ao método.
E. Fala em remoção de nódulos grandes e endoscopia gastrointestinal. EBUS não é técnica de ressecção. Endoscopia GI (EUS) pode amostrar linfonodos mediastinais via esôfago, mas não remove nódulos pulmonares. Inadequada.
Pontos-chave para a prática: - Quando usar: nódulos periféricos pequenos/difíceis, linfonodos mediastinais. - Benefício: maior acurácia e rendimento da amostra, guiado por US em tempo real. - Comparativo: vs. transtorácica por TC, menos pneumotórax, porém o principal aqui é a localização e guiagem ultrassonográfica.
Referências: CHEST/ACCP Guidelines on Diagnosis of Pulmonary Nodules; British Thoracic Society (2019) guideline for EBUS; UpToDate (Diagnostic evaluation of peripheral pulmonary lesions; EBUS-TBNA); Harrison’s Principles of Internal Medicine.
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