Um paciente com estenose brônquica causada por câncer de pu...
Gabarito comentado
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Tema central: Manejo endoscópico da estenose brônquica maligna com prótese endobrônquica. O objetivo é restabelecer a luz aérea, manter a patência e minimizar complicações, preservando a mecânica ventilatória.
Alternativa correta: E — “O design da prótese deve permitir a expansão dinâmica durante a ventilação”.
Essa característica traduz complacência e flexibilidade do stent para acompanhar as variações do diâmetro da via aérea durante respiração e tosse, mantendo força radial suficiente para vencer a estenose sem traumatizar a mucosa. Isso melhora a eficácia (patência sustentada) e a segurança (menos dor, erosão, perfuração, tamponamento por muco e granulação excessiva). Stents autoexpansíveis (ex.: nitinol) foram concebidos com essa expansibilidade dinâmica; alguns modelos de silicone também priorizam flexibilidade e lúmen interno liso. Diretrizes e revisões (CHEST/ACCP sobre obstrução central; UpToDate, 2024) destacam que o “stent ideal” combina força radial e complacência, com superfície interna lisa e tamanho adequado.
Análise das incorretas
A) “Deve ser metálica para maior durabilidade” — Falso por absolutismo. Em estenose maligna, silicone ou metálico podem ser usados. Metálicos (SEMS) têm boa força radial e entrega por broncoscopia flexível, mas removibilidade é difícil e há risco de ingrowth. Silicones são removíveis e com lúmen liso, porém exigem broncoscopia rígida. A escolha é individualizada (local, extensão, expectativa de vida, necessidade de remoção) — não há obrigação de ser metálica (CHEST; UpToDate).
B) “Deve ser de silicone, mais fácil de manusear” — Inexato. O silicone é mais fácil de remover, mas não necessariamente “mais fácil de manusear”: requer broncoscopia rígida e experiência. Em muitos cenários, o SEMS é mais simples de implantar por via flexível.
C) “Superfície rugosa para adesão tecidual” — Indesejável. Rugosidade aumenta granulação, biofilme e impactação de muco. O recomendado é superfície interna lisa para preservar o clearance mucociliar. Alguns stents de silicone têm studs externos para antideslizamento, mas isso não é “promover adesão tecidual” (risco de complicações).
D) “Maior possível para ocupar toda a luz” — Errado. O stent deve ser dimensionado à via aérea (tipicamente 10–20% de oversizing para evitar migração). Oversizing excessivo causa isquemia, erosão, fístulas e pode ocluir ramos segmentares, piorando a ventilação.
Estratégia de prova: Desconfie de termos absolutos (“deve ser metálica/silicone”) e de propostas que aumentam trauma (superfície rugosa) ou ignoram dimensionamento. Procure a opção que preserva mecânica ventilatória e segurança — aqui, a expansão dinâmica.
Referências sucintas: CHEST/ACCP Guideline – Management of Central Airway Obstruction; UpToDate (2024) “Airway stents in malignant central airway obstruction”; Ernst & Herth, Interventional Pulmonology.
Gabarito: E
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