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Q3649908 Medicina
Os testes de função pulmonar são fundamentais para a avaliação diagnóstica e acompanhamento da Doença Pulmonar Obstrutiva. A espirometria é considerada o exame de escolha para confirmar a presença de limitação ao fluxo aéreo e determinar sua gravidade. Sobre a interpretação da espirometria e seu papel no diagnóstico, assinale a alternativa correta:
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Tema central: A questão aborda a interpretação da espirometria no diagnóstico da Doença Pulmonar Obstrutiva (DPOC). Na prática, confirmamos limitação ao fluxo aéreo persistente quando a relação VEF1/CVF pós-broncodilatador está reduzida, de acordo com GOLD 2024 e Diretrizes da SBPT.

Gabarito: B — Justificativa: A relação VEF1/CVF pós-broncodilatador (VEF1: volume expiratório forçado no 1º segundo; CVF: capacidade vital forçada) é o critério para confirmar obstrução. Na DPOC, a redução é não totalmente reversível. As diretrizes utilizam pós-BD para diferenciar DPOC de asma, que costuma ter reversibilidade significativa. Além disso, a gravidade é classificada pelo VEF1% do previsto pós-BD (GOLD), não por valores absolutos. Referências: GOLD 2024; SBPT – Diretrizes de Espirometria; Harrison’s.

Estratégia para interpretar em prova: - Verifique primeiro a relação VEF1/CVF pós-BD; se reduzida (ex.: < 0,70 ou abaixo do LLN), há obstrução. - Depois, classifique a gravidade pelo VEF1% previsto pós-BD. - Lembre: reversibilidade importante sugere asma; DPOC pode ter resposta parcial, mas não normaliza a relação.

Análise das alternativas incorretas:

A – Incorreta. Não se faz “exclusivamente antes do broncodilatador”. O pré e pós-BD são necessários para confirmar obstrução persistente e avaliar reversibilidade. Diretrizes GOLD/SBPT enfatizam o pós-BD para diagnóstico de DPOC.

C – Incorreta. Obstrução reversível após broncodilatador é mais compatível com asma, não critério de DPOC. Na DPOC, a obstrução é não completamente reversível. Dizer que isso indica “bom prognóstico” na DPOC é conceitualmente errado.

D – Incorreta. Não se usa o valor absoluto do VEF1 pré-BD isoladamente. A gravidade depende do VEF1% previsto pós-BD. O pré-BD e o valor absoluto sofrem influência de idade, sexo e altura.

E – Incorreta. A espirometria não é apenas diagnóstica; é útil para monitorar progressão, resposta terapêutica e reavaliar risco (ex.: queda anual do VEF1). GOLD e SBPT recomendam acompanhamento seriado.

Pegadinhas comuns: - Confundir “reversível” com DPOC: lembrar de asma. - Usar pré-BD para diagnóstico: o padrão é pós-BD. - Classificar gravidade por “valor absoluto”: usar % do previsto.

Referências: GOLD 2024; Diretrizes SBPT de Espirometria e DPOC; UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª ed.

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