Em psicodiagnóstico, a primeira entrevista (entrevista inici...

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Q3992570 Psicologia
Em psicodiagnóstico, a primeira entrevista (entrevista inicial) objetiva esclarecer o encaminhamento, sendo que em relação ao motivo da consulta deve-se discriminar entre o motivo manifesto e o motivo latente. O motivo latente diz respeito
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A distinção técnica entre motivo manifesto e motivo latente na entrevista inicial: o enunciado pedia separar a razão explicitamente apresentada da significação subjacente, de modo que a alternativa correta é a que remete ao conteúdo implícito inferido clinicamente, e não à causa declarada do encaminhamento.

Tema central: motivo manifesto e latente
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está de acordo com o critério técnico cobrado porque vincula o motivo latente ao que é apreendido para além da queixa explicitamente formulada. No psicodiagnóstico, o motivo latente tem caráter inferencial: ele não aparece como dado bruto da fala, mas como significado subjacente formulado pelo psicólogo a partir da escuta clínica e da elaboração de hipóteses.
B
Errada
Está errada porque reduz o motivo latente ao conjunto das informações fornecidas. Esse conceito não se confunde com a soma dos dados relatados; depende da inferência clínica sobre o sentido subjacente ao discurso.
C
Errada
Está errada porque trata dos papéis de psicólogo, familiares e avaliando na situação avaliativa. Isso é tema distinto da definição de motivo latente e não responde ao critério pedido pela questão.
D
Errada
Está errada porque descreve o que levou à solicitação do psicodiagnóstico pelo cliente e/ou pela família, isto é, a razão declarada da procura. Isso corresponde ao motivo manifesto, não ao latente.
E
Errada
Está errada porque fala em sinal de alerta na relação entrevistador/entrevistado e família, formulação que não corresponde tecnicamente ao conceito de motivo latente.
Pegadinha da questão
A confusão real era tomar como motivo latente a causa declarada da procura pelo psicodiagnóstico. A alternativa D parece falar do motivo da consulta, mas descreve o motivo manifesto do encaminhamento.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão opuser manifesto e latente, separe primeiro o que foi explicitamente dito do que precisa ser inferido clinicamente.
  • Se a alternativa apenas reproduz informações fornecidas ou a razão declarada da procura, ela aponta para o plano manifesto, não para o latente.
  • Elementos da entrevista inicial, como papéis dos envolvidos ou aspectos da relação, só servem se definirem o conceito perguntado; se não definem, devem ser descartados.

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 Entrevista inicial– esclarecer o encaminhamento

 Discriminar o motivo latente do motivo manifesto

  • Manifesto: sintomas, o sinal de alerta
  • Latente: O que não é óbvio, não manifesto. hipóteses subjacentes elaboradas pelo psicólogo enquanto escuta e reflete sobre o que é manifesto.

Gemini

Gabarito A - às hipóteses subjacentes elaboradas pelo psicólogo, enquanto escuta e reflete sobre a fala do paciente.

Na entrevista inicial de um psicodiagnóstico, um dos principais objetivos do psicólogo é desvelar o que realmente está em jogo por trás da queixa inicial. Para isso, a literatura divide o motivo da consulta em dois níveis:

  1. Motivo Manifesto: É a queixa explícita, o sintoma visível, aquilo que o paciente ou a família verbalizam como o problema principal (ex: "Meu filho está tirando notas baixas na escola" ou "Estou muito ansioso no trabalho"). É o que "está manifesto" na fala.
  2. Motivo Latente: É o sofrimento subjacente, o conflito oculto ou a dinâmica implícita que sustenta aquele sintoma. O paciente, muitas vezes, não tem consciência dele. O psicólogo o capta por meio da escuta qualificada, da observação das contradições e das lacunas do discurso, transformando essas percepções em hipóteses diagnósticas subjacentes que serão testadas ao longo do processo.

Análise Detalhada das Alternativas

A) às hipóteses subjacentes elaboradas pelo psicólogo, enquanto escuta e reflete sobre a fala do paciente. (CORRETA)

  • O motivo latente não é dito diretamente; ele é construído e formulado pelo psicólogo a partir do enquadre clínico e da interpretação técnica do que está subjacente à queixa explícita. São as hipóteses clínicas iniciais.

B) ao conjunto das informações fornecidas ao psicólogo.

  • Incorreta: O conjunto das informações explícitas fornecidas compõe a anamnese e o histórico do motivo manifesto. O latente exige leitura nas entrelinhas.

C) aos papéis do psicólogo, dos familiares e do avaliando.

  • Incorreta: A definição e o esclarecimento dos papéis de cada ator no processo dizem respeito ao enquadre (ou setting) terapêutico/diagnóstico estabelecido no contrato de trabalho, e não ao motivo latente.

D) ao que levou à solicitação do psicodiagnóstico, por parte do cliente e/ou de sua família.

  • Incorreta: O que levou diretamente a família ou o cliente a buscar ajuda é, por definição, o motivo manifesto (a queixa que disparou a busca pelo atendimento).

E) ao sinal de alerta, que comumente se instala na relação entrevistador/entrevistado e sua família.

  • Incorreta: Embora a dinâmica relacional produza insights (frequentemente ligados a fenômenos de transferência e contratransferência), o motivo latente refere-se especificamente às hipóteses sobre o conflito central do avaliando, e não a um "sinal de alerta" na relação.

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