Amanda nasceu a termo, em boas condições e peso adequado par...

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Ano: 2025 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2025 - UFU-MG - Médico/Pediatra |
Q3158281 Medicina
Amanda nasceu a termo, em boas condições e peso adequado para a idade gestacional. Foi encaminhada ao alojamento conjunto onde evoluiu com icterícia zona II com 27 horas de vida. Apresentou dificuldade de pega do seio materno e com 48 horas de vida apresentou perda de 7% do peso de nascimento. No exame físico, identificou-se icterícia zona IV. Amanda é do grupo sanguíneo A Rh positivo e sua mãe do grupo sanguíneo O Rh negativo; Coombs direto negativo.

O diagnóstico provável da icterícia de Amanda é
Alternativas

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Tema central: A questão aborda icterícia neonatal hemolítica, patologia caracterizada pelo excesso de bilirrubina indireta devido à destruição acelerada dos eritrócitos, usualmente por incompatibilidade sanguínea entre mãe e recém-nascido.

Análise da alternativa correta (A): Icterícia por doença hemolítica ABO

Conforme o Guia “Atenção à Saúde do Recém-Nascido” - Ministério da Saúde, ocorre hemólise quando a mãe é grupo O e o bebê A ou B. Os anticorpos maternos anti-A (ou anti-B), do tipo IgG, atravessam a placenta, promovendo hemólise dos eritrócitos fetais e aumentando a bilirrubina. A presença de icterícia precoce (zona II aos 27h de vida e zona IV precocemente) e esse perfil sanguíneo reforçam essa etiologia. O Coombs direto pode ser negativo, pois a sensibilidade desse teste é limitada na doença ABO. Portanto, mesmo com esse resultado, não descartamos o diagnóstico.

Análise das alternativas incorretas:

B) Icterícia fisiológica: Essa surge após 24 horas e costuma ter evolução mais lenta, não atingindo zonas elevadas em tão pouco tempo. O Manual do MS ressalta que “evolução rápida e intensidade acentuada indicam doença hemolítica”.

C) Icterícia por incompatibilidade Rh: Apesar de também causar hemólise, é mais grave e ocorre apenas se mãe Rh- e bebê Rh+, com mãe previamente sensibilizada. Aqui, o recém-nascido é primigesta (provável), além de o Coombs direto, quando Rh, é geralmente positivo. Além disso, a presença da incompatibilidade ABO faz este diagnóstico ser menos provável neste contexto clínico específico.

D) Icterícia do aleitamento materno: Decorre de substâncias inibidoras da conjugação da bilirrubina no leite materno (aparecendo geralmente a partir do 4º-7º dia). Neste caso, a evolução é precoce e abrupta, o que exclui essa hipótese. A perda de peso decorre da disfunção associada e não da icterícia do aleitamento em si.

Estratégias para provas: Atenção ao perfil materno/fetal de grupos sanguíneos, ao início e progressão da icterícia, e a detalhes sobre o Coombs direto. Lembre-se que a incompatibilidade ABO pode ter Coombs negativo, importante “pegadinha” das bancas. Segundo o Ministério da Saúde, “um resultado negativo não exclui a doença hemolítica por incompatibilidade ABO”.

Resumo: A evolução clínica, associação materno-fetal e a rapidez da progressão do quadro apontam para a alternativa A como correta.

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