Amanda nasceu a termo, em boas condições e peso adequado par...
O diagnóstico provável da icterícia de Amanda é
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Tema central: A questão aborda icterícia neonatal hemolítica, patologia caracterizada pelo excesso de bilirrubina indireta devido à destruição acelerada dos eritrócitos, usualmente por incompatibilidade sanguínea entre mãe e recém-nascido.
Análise da alternativa correta (A): Icterícia por doença hemolítica ABO
Conforme o Guia “Atenção à Saúde do Recém-Nascido” - Ministério da Saúde, ocorre hemólise quando a mãe é grupo O e o bebê A ou B. Os anticorpos maternos anti-A (ou anti-B), do tipo IgG, atravessam a placenta, promovendo hemólise dos eritrócitos fetais e aumentando a bilirrubina. A presença de icterícia precoce (zona II aos 27h de vida e zona IV precocemente) e esse perfil sanguíneo reforçam essa etiologia. O Coombs direto pode ser negativo, pois a sensibilidade desse teste é limitada na doença ABO. Portanto, mesmo com esse resultado, não descartamos o diagnóstico.
Análise das alternativas incorretas:
B) Icterícia fisiológica: Essa surge após 24 horas e costuma ter evolução mais lenta, não atingindo zonas elevadas em tão pouco tempo. O Manual do MS ressalta que “evolução rápida e intensidade acentuada indicam doença hemolítica”.
C) Icterícia por incompatibilidade Rh: Apesar de também causar hemólise, é mais grave e ocorre apenas se mãe Rh- e bebê Rh+, com mãe previamente sensibilizada. Aqui, o recém-nascido é primigesta (provável), além de o Coombs direto, quando Rh, é geralmente positivo. Além disso, a presença da incompatibilidade ABO faz este diagnóstico ser menos provável neste contexto clínico específico.
D) Icterícia do aleitamento materno: Decorre de substâncias inibidoras da conjugação da bilirrubina no leite materno (aparecendo geralmente a partir do 4º-7º dia). Neste caso, a evolução é precoce e abrupta, o que exclui essa hipótese. A perda de peso decorre da disfunção associada e não da icterícia do aleitamento em si.
Estratégias para provas: Atenção ao perfil materno/fetal de grupos sanguíneos, ao início e progressão da icterícia, e a detalhes sobre o Coombs direto. Lembre-se que a incompatibilidade ABO pode ter Coombs negativo, importante “pegadinha” das bancas. Segundo o Ministério da Saúde, “um resultado negativo não exclui a doença hemolítica por incompatibilidade ABO”.
Resumo: A evolução clínica, associação materno-fetal e a rapidez da progressão do quadro apontam para a alternativa A como correta.
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