Ao considerar os valores a que podemos sucumbir, Jung consid...
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Gabarito: A) a mais grave das submissões está em nos resignarmos a acatar irrefletidamente normas externas de conduta.
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O texto mostra que, para Carl Gustav Jung, o maior perigo ético não está apenas no “mal”, mas na submissão cega a valores e regras já cristalizados socialmente, sem reflexão pessoal.
O foco central do fragmento de Silvério Tárrega sobre a obra de Jung está justamente na crítica ao automatismo e à falta de reflexão individual diante das regras preestabelecidas.
- O segundo parágrafo deixa isso explícito ao classificar o "sucumbir" mais grave como a nossa "submissão sem volta a um campo de julgamento em que os valores já estão firmados e cristalizados".
- “o indivíduo [...] procura ansiosamente as regras e as leis exteriores às quais possa ater-se cegamente”
- “o malefício fundamental do nosso acatamento irrefletido de uma escolha que, a rigor, sequer chegamos a escolher.”
Ou seja, o autor critica a aceitação automática de ideologias, normas e valores externos sem pensamento crítico.
Análise das alternativas incorretas
B) “nos momentos de perplexidade devemos avaliar a possibilidade de se escolher com ligeireza entre o bem e o mal.”
❌ Incorreta. O texto afirma justamente o contrário: Jung critica escolhas rápidas, simplificadoras e irrefletidas. Não há defesa de “ligeireza”.
C) “só os parâmetros marcadamente benévolos podem ser aceitos por nós sem qualquer restrição.”
❌ Incorreta. Jung afirma que até o “bem” pode ser problemático quando há submissão cega: “O homem [...] não deve sucumbir nem mesmo ao bem.” Logo, nenhum valor deve ser aceito sem reflexão crítica.
D) “a submissão ao mal é uma característica de quem não avaliou as vantagens inequívocas do bem.”
❌ Incorreta. O texto não faz oposição simplista entre vantagens do bem e desvantagens do mal. Pelo contrário, critica polarizações mecânicas entre bem e mal.
E) “para virmos a adotar qualquer atitude ética precisamos confiar na nossa capacidade intuitiva.”
❌ Incorreta.
O texto não fala em “intuição” como fundamento da ética. O foco está na necessidade de reflexão crítica e autonomia diante de normas externas.
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