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Q3546043 Farmácia
Em 1968, iniciou-se o Programa OMS de Vigilância Internacional de Medicamentos, com o objetivo de acumular e organizar os dados existentes em todo o mundo sobre reações adversas a medicamentos (RAMs). Com a inclusão de novos tipos de RAMs, atualmente são considerados os tipos A, B, C, D, E e F. Considerando esta classificação por tipos de RAM, analise as seguintes afirmativas e marque a única correta:
Alternativas

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Tema central: classificação das Reações Adversas a Medicamentos (RAMs) em A–F, usada em farmacovigilância (OMS/WHO-UMC, Edwards & Aronson). Em resumo: Tipo A (Augmented) – previsível, relacionada à dose/concentração; Tipo B (Bizarre) – imprevisível, não relacionada à dose (idiossincrasia/hipersensibilidade); Tipo C (Chronic) – relacionada à dose e tempo de uso (uso prolongado); Tipo D (Delayed)efeito tardio após uso; Tipo E (End-of-use)retirada/rebote; Tipo F (Failure)falha terapêutica inesperada.

Alternativa correta: CReação teratogênica = RAM Tipo D (relacionada ao tempo: efeito tardio). Exemplos clássicos: talidomida, isotretinoína, ácido valpróico; o dano manifesta-se no feto após exposição durante janelas críticas da gestação — um efeito tardio e dependente do momento da exposição, conforme OMS/WHO-UMC e Goodman & Gilman.

Análise das incorretas

A) Supressão do eixo HHA por corticosteroides não é Tipo F. Trata-se de efeito previsível de exposição prolongada (dependente de dose/tempo) → melhor classificado como Tipo C. Além disso, a insuficiência adrenal após suspensão abrupta é Tipo E (retirada). Tipo F é falha terapêutica, o que não se aplica aqui.

B) Intoxicação digitálica é efeito de exagero farmacológico (náusea, arritmias) relacionado à concentração, interação (p. ex., verapamil, amiodarona) e função renal → Tipo A, não Tipo C. Não requer uso prolongado para ocorrer. Referências: UpToDate; Goodman & Gilman.

D) Falha contraceptiva por indutores enzimáticos (p. ex., rifampicina, carbamazepina) é falha terapêutica por interação, logo Tipo F, e não Tipo A. Tipo A envolveria toxicidade previsível por excesso de dose, o que não ocorre.

E) Síndrome serotoninérgica com ISRS é, na maioria, Tipo A (excesso de serotonina; muitas vezes precipitada por dose alta ou interações com IMAO, triptanos, linezolida). Não é classicamente Tipo B (que é não relacionada à dose). Referências: UpToDate; OMS.

Estratégia para a prova: associe palavras-chave: “previsível/dose” → Tipo A; “imprevisível/alérgica” → Tipo B; “uso prolongado” → Tipo C; “tardio/teratogênese/carcinogênese” → Tipo D; “retirada” → Tipo E; “ineficácia/interação reduzindo efeito” → Tipo F.

Referências essenciais: WHO-UMC (The Importance of Pharmacovigilance); Edwards & Aronson, Lancet 2000; Goodman & Gilman; UpToDate (Adverse drug reactions; Serotonin syndrome).

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