V.H.S., menino de 8 anos, previamente hígido, é levado ...

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Q3994223 Medicina
    V.H.S., menino de 8 anos, previamente hígido, é levado à unidade de pronto atendimento após ingestão acidental de bolo caseiro contendo amendoim. Dez minutos após a ingestão, evolui com urticária difusa, edema perioral, estridor inspiratório, dispneia, tontura e palidez. Pressão arterial de 88/56 mmHg. Ausência de sibilância ou confusão mental. O quadro teve início súbito e é o primeiro episódio conhecido.
    Qual é a conduta imediata e prioritária recomendada neste caso? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O caso preenche critérios clínicos de anafilaxia: após ingestão de amendoim houve início súbito de urticária/edema, estridor e dispneia, além de tontura, palidez e hipotensão relativa, com comprometimento cutâneo-mucoso, respiratório e cardiovascular. Nessa situação, a conduta imediata e prioritária é adrenalina intramuscular, que define a alternativa D como correta.

Tema central: Anafilaxia
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque propõe observação expectante em anafilaxia já estabelecida. O quadro não é apenas reação cutânea: há comprometimento respiratório por estridor e dispneia, além de repercussão cardiovascular com tontura, palidez e pressão arterial baixa para o contexto. O erro é postergar a medicação salvadora em uma reação sistêmica potencialmente progressiva.
B
Errada
Está errada porque anti-histamínico venoso não é tratamento de primeira linha da anafilaxia e não deve anteceder a adrenalina. Anti-histamínicos podem aliviar manifestações cutâneas, mas não revertem de forma adequada edema de via aérea, hipotensão nem a fisiopatologia sistêmica da anafilaxia. Reservar adrenalina para ausência de resposta inverte a prioridade terapêutica correta.
C
Errada
Está errada porque broncodilatador inalatório não trata o problema central deste caso. A dificuldade respiratória aqui é marcada por estridor, que sugere acometimento de via aérea superior, e não por broncoespasmo isolado; além disso, há comprometimento cardiovascular. Broncodilatador pode ser apenas adjuvante quando há sibilância/broncoespasmo, mas não substitui adrenalina em anafilaxia.
D
Certa
A alternativa D está correta porque o quadro é de anafilaxia sistêmica, e a adrenalina intramuscular é o tratamento inicial de primeira linha. É a medicação capaz de reverter rapidamente vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular, edema de mucosas e comprometimento respiratório/hemodinâmico. A via intramuscular é a preferida no manejo inicial por rapidez e segurança e não depende de acesso venoso. Neste caso, estridor, dispneia e hipotensão relativa após exposição alimentar tornam inadequado qualquer atraso terapêutico.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre reação alérgica cutânea e anafilaxia: a ausência de sibilância não reduz a gravidade, porque o achado respiratório decisivo é o estridor, e a presença de sinais cardiovasculares impede conduta com observação, anti-histamínico isolado ou broncodilatador como primeira medida.
Dica para questões semelhantes
  • Após exposição provável a alérgeno, pele/mucosa associada a sinal respiratório ou cardiovascular deve fazer diagnóstico clínico de anafilaxia.
  • Em anafilaxia, a prioridade é adrenalina intramuscular imediata; não espere acesso venoso nem resposta a adjuvantes.
  • Anti-histamínico trata sintomas cutâneos e broncodilatador trata broncoespasmo, mas nenhum deles substitui adrenalina quando há estridor, hipotensão ou reação sistêmica.

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