S.V.A., menina de 2 anos, previamente hígida, apresenta ...

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Q3994220 Medicina
    S.V.A., menina de 2 anos, previamente hígida, apresenta tosse seca e aumento do esforço respiratório há 24 horas. No exame, observa-se frequência respiratória de 52 IRPM, tiragem subcostal, sem batimento de asa do nariz, sem gemência, sem estridor. A criança encontra-se ativa, com boa aceitação oral e sem cianose. A saturação de oxigênio em ar ambiente é 93%. Não há sinais de perigo geral como convulsões, sonolência ou recusa alimentar. O serviço é ambulatorial, sem suporte hospitalar.
    Segundo a diretriz da Organização Mundial da Saúde (WHO 2024), qual é a classificação clínica e a conduta indicada para esta criança? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Na WHO 2024, criança de 2–59 meses com tiragem subcostal e sem sinais de perigo geral deve receber amoxicilina oral por 5 dias em regime ambulatorial, em vez de antibiótico injetável/internação; no caso, a criança tem 2 anos, FR 52/min e tiragem subcostal, mas não tem sinais de gravidade que mudem a conduta.

Tema central: Pneumonia na OMS
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a melhor aproximação da recomendação decisiva da WHO 2024 para pneumonia com tiragem subcostal em criança de 2–59 meses sem sinais de perigo geral, embora não reproduza literalmente a formulação textual da diretriz. O caso preenche critério clínico de pneumonia pela taquipneia na faixa etária de 12–59 meses (FR >=40/min; aqui, 52/min) associada a tosse/dificuldade respiratória, e a presença de tiragem subcostal não muda para internação quando faltam os marcadores de gravidade que o enunciado exclui. A SpO2 de 93% não atinge o limiar de hipoxemia grave que sustentaria a alternativa de maior gravidade.
B
Errada
Está errada porque aplica uma lógica superada para este cenário. Segundo a WHO 2024, tiragem subcostal isolada em criança de 2–59 meses, na ausência de sinais de perigo geral, não indica automaticamente internação nem antibiótico parenteral. O enunciado afasta os critérios que mudariam a conduta: sem convulsões, sem sonolência, sem recusa alimentar, sem cianose central e sem outros marcadores maiores de gravidade.
C
Errada
Está errada porque SpO2 de 93% não define, por si só, doença muito grave nem necessidade mandatória de suporte intensivo dentro do critério decisivo da questão. A base informa que o limiar clássico de hipoxemia grave usado para gravidade imediata é SpO2 <90%, e o caso também não tem cianose central, gemência, batimento de asa nasal, convulsões, letargia ou incapacidade de beber, que sustentariam esse grau de gravidade.
D
Errada
Está errada porque os achados não são de infecção respiratória alta simples. Em criança de 2 anos, FR de 52/min é taquipneia para a idade, e a tiragem subcostal indica esforço respiratório de via aérea inferior, compondo quadro clínico compatível com pneumonia na classificação da OMS. Por isso, não cabe apenas cuidados gerais sem antibiótico dentro do enquadramento pedido pela diretriz.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre a leitura antiga de que tiragem subcostal implicaria pneumonia grave com internação e a atualização da WHO 2024, que recomenda amoxicilina oral ambulatorial quando não há sinais de perigo geral; a SpO2 de 93% foi colocada para induzir superclassificação de gravidade, embora o corte decisivo de hipoxemia grave na base seja <90%.
Dica para questões semelhantes
  • Em 12–59 meses, FR >=40/min define respiração rápida; esse é o primeiro passo para reconhecer pneumonia clínica no contexto de tosse ou dificuldade respiratória.
  • Se a questão citar WHO 2024, não trate tiragem subcostal isolada como indicação automática de internação: sem sinais de perigo geral, a recomendação central é amoxicilina oral ambulatorial.
  • Não transforme SpO2 de 90–93% em gravidade máxima sem outros achados; pela base, o ponto decisivo para hipoxemia grave na classificação é SpO2 <90%.
  • Quando o enunciado nega convulsões, sonolência, recusa alimentar, cianose e estridor, ele está retirando justamente os elementos que empurrariam a conduta para internação.

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