Uma adolescente de 14 anos, sexo feminino, apresenta obe...

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Q3994215 Medicina
    Uma adolescente de 14 anos, sexo feminino, apresenta obesidade grave (IMC ≥ 120% do percentil 95 para idade e sexo) com resistência insulínica documentada, apneia obstrutiva do sono leve e impacto psicossocial significativo. Após 12 meses de intervenção intensiva e estruturada de mudança de estilo de vida, acompanhada por equipe multiprofissional, não houve redução sustentada do IMC. A paciente e sua família demonstram alta motivação para continuidade do tratamento, incluindo terapias farmacológicas.
    Segundo as recomendações normativas da American Academy of Pediatrics (2023), qual conduta deve ser considerada neste cenário como parte da estratégia terapêutica escalonada? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Pela AAP 2023 (KAS 12), adolescentes com 12 anos ou mais e obesidade devem receber oferta de farmacoterapia para perda de peso como adjuvante ao tratamento comportamental e de estilo de vida; como a paciente tem 14 anos, obesidade grave, comorbidades e falha de redução sustentada do IMC após intervenção intensiva, a alternativa correta é a que propõe farmacoterapia adjuvante.

Tema central: Farmacoterapia na obesidade pediátrica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a AAP 2023 não recomenda cirurgia metabólica imediata e independente da avaliação clínica prévia. Para adolescentes com obesidade grave, a referência aplicável é a KAS 13: encaminhamento para avaliação em centro de cirurgia metabólica/bariátrica, e não indicação automática de cirurgia.
B
Certa
A alternativa B traduz a recomendação da AAP 2023: oferecer farmacoterapia antiobesidade a adolescentes a partir de 12 anos com obesidade, sempre em associação ao tratamento intensivo de comportamento e estilo de vida, conforme indicações, riscos e benefícios. No caso, a gravidade da obesidade, as comorbidades e a ausência de resposta sustentada após intervenção estruturada reforçam o escalonamento terapêutico. O critério formal da diretriz para ofertar farmacoterapia é obesidade em adolescente ≥12 anos, e não exclusivamente IMC ≥120% do P95 com comorbidades; esse subgrupo do enunciado apenas reforça a indicação.
C
Errada
Está errada porque a AAP 2023 não impõe regra de manter exclusivamente intervenções comportamentais por dois anos antes de escalar o tratamento. No cenário descrito, já houve 12 meses de intervenção intensiva sem redução sustentada do IMC, e a diretriz autoriza oferta de farmacoterapia em adolescente elegível como tratamento adjuvante.
D
Errada
Está errada porque a AAP 2023 não restringe farmacoterapia a uso de resgate nem a pacientes com IMC ≥160% do P95. O critério normativo para oferta é adolescência a partir de 12 anos com obesidade, respeitando indicações, riscos e benefícios de cada medicamento.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre tratamento escalonado e atraso terapêutico: muitos candidatos trocam a recomendação de farmacoterapia adjuvante em adolescente ≥12 anos com obesidade por exigência de espera prolongada, por restrição a obesidade extrema, ou por cirurgia imediata quando há obesidade grave.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão citar AAP 2023, lembre o núcleo da KAS 12: adolescente ≥12 anos com obesidade pode receber farmacoterapia como adjuvante ao estilo de vida.
  • Não aceite regras de espera fixa, como dois anos só de tratamento comportamental, se a base normativa não trouxer esse requisito.
  • Separe farmacoterapia de cirurgia: farmacoterapia é oferta adjuvante; cirurgia, na diretriz, entra como encaminhamento para avaliação especializada, não como indicação imediata automática.

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