L.A.C., recém-nascido do sexo masculino, prematuro de 30...

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Q3994213 Medicina
    L.A.C., recém-nascido do sexo masculino, prematuro de 30 semanas de idade gestacional, com peso ao nascer de 1.250 g, encontra-se internado há sete dias em unidade de terapia neonatal. Apresenta ventilação espontânea em CPAP nasal, sem sinais de instabilidade hemodinâmica, infecção ou intolerância alimentar. A mãe deseja iniciar o método canguru, e a equipe discute a elegibilidade clínica para início da estratégia de cuidado.
    Segundo as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (2022) para o cuidado do recém-nascido prematuro ou de baixo peso, qual conduta está formalmente indicada neste contexto? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A OMS 2022 recomenda o método canguru como cuidado rotineiro para prematuros ou recém-nascidos de baixo peso e orienta seu início o mais cedo possível em hospitalizados, desde que haja condição clínica compatível. Neste caso, o RN está clinicamente estável, com respiração espontânea em CPAP nasal, sem choque, infecção ou intolerância alimentar; assim, a conduta indicada é iniciar o método canguru. O baixo peso de 1.250 g não impõe adiamento, e CPAP nasal não é a mesma situação que ventilação mecânica.

Tema central: Método canguru
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A coincide com a diretriz da OMS 2022: o método canguru é recomendado como cuidado rotineiro para prematuros ou recém-nascidos de baixo peso e, no ambiente hospitalar, deve ser iniciado assim que possível. Neste caso, já há estabilidade clínica e respiração espontânea, o que sustenta a indicação. O peso de 1.250 g não é barreira para início, e CPAP nasal é ventilação não invasiva, diferente da ventilação mecânica citada como limitação formal.
B
Errada
Está errada porque cria um limiar ponderal de 1.800 g que não existe na recomendação formal da OMS 2022. O critério de início é elegibilidade clínica; prematuridade e baixo peso são precisamente a população-alvo do método, não motivo para adiar até ganho de peso arbitrário.
C
Errada
Está errada porque descaracteriza o método canguru. A estratégia é concebida como contato pele a pele precoce, contínuo e prolongado; a base não sustenta limitação a sessões inferiores a 30 minutos por dia para prevenir instabilidade. Restringir dessa forma contraria a definição operacional do método segundo a diretriz.
D
Errada
Está errada porque equipara CPAP nasal à contraindicação formal, o que não corresponde à OMS 2022. A ressalva explícita envolve incapacidade de respirar espontaneamente após reanimação, choque ou necessidade de ventilação mecânica. No enunciado, há respiração espontânea em CPAP e estabilidade clínica, então o suporte não invasivo isoladamente não exclui o método.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre ventilação mecânica e qualquer suporte respiratório, além da falsa ideia de que muito baixo peso exige esperar ganho ponderal para iniciar o método canguru.
Dica para questões semelhantes
  • Em questões sobre início do método canguru, procure primeiro o critério de estabilidade clínica e as contraindicações formais, não um número de peso.
  • Baixo peso e prematuridade apontam para indicação do método, não para exclusão.
  • Diferencie CPAP nasal com respiração espontânea de ventilação mecânica; a diretriz não trata esses cenários como equivalentes.
  • Se a alternativa reduzir o método canguru a contato breve e eventual, ela tende a contrariar o conceito de cuidado contínuo/prolongado da estratégia.

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