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Q4152628 Medicina

Leia o caso clínico a seguir.



Criança do sexo masculino, de 10 anos, com quadro de sinusite, evolui com mal-estar, febre e queda da acuidade visual em olho direito. Ao exame oftalmológico, apresenta edema periorbitário, quente e vermelho, oftalmoplegia dolorosa e proptose. A tomografia computadorizada revela opacificação posterior ao septo orbitário à direita.



Nesse caso, qual a conduta? 

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: A presença de proptose, oftalmoplegia dolorosa, queda da acuidade visual e tomografia com acometimento posterior ao septo orbitário caracteriza celulite orbitária pós-septal, cuja conduta inicial é internação com antibioticoterapia endovenosa de amplo espectro.

Tema central: Celulite orbitária pós-septal
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque o caso não é de infecção palpebral superficial, mas de comprometimento orbitário verdadeiro. Os sinais orbitários descritos — proptose, dor à movimentação ocular, oftalmoplegia e redução visual — associados à TC pós-septal caracterizam celulite orbitária. Nesse cenário, a conduta inicial adequada é hospitalização e antibiótico intravenoso de amplo espectro, pelo risco de perda visual e de complicações como abscesso orbitário/subperiosteal, comprometimento do nervo óptico e disseminação intracraniana.
B
Errada
Está errada porque propõe tratamento oral ambulatorial com reavaliação em 24 horas para um quadro que já tem critérios de acometimento orbitário profundo. Antibioticoterapia oral pode ser compatível com situações selecionadas de celulite pré-septal leve, mas não com baixa visual, proptose, oftalmoplegia dolorosa e TC pós-septal. O erro médico é subtratar uma celulite orbitária.
C
Errada
Está errada porque acrescenta punção liquórica como conduta inicial de rotina sem haver, no enunciado, sinais que sustentem suspeita objetiva de meningite. Internação e antibiótico EV estão corretos, mas o líquor não define o manejo inicial deste caso e pode atrasar a medida prioritária, que é o tratamento hospitalar imediato da infecção orbitária.
D
Errada
Está errada por dois motivos independentes: mantém manejo oral ambulatorial, inadequado para infecção pós-septal com sinais orbitários e queda visual, e ainda inclui punção liquórica sem indicação descrita. Ampliar o espectro antimicrobiano por via oral não corrige o problema central, que é a gravidade anatômica e funcional do quadro, exigindo internação e terapia intravenosa.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre edema periorbitário e celulite pré-septal. O erro seria parar no achado palpebral e ignorar os sinais que definem acometimento orbitário: proptose, oftalmoplegia dolorosa, baixa visual e tomografia posterior ao septo.
Dica para questões semelhantes
  • Diferencie pré-septal de orbitária pelo que acontece dentro da órbita: proptose, dor à movimentação ocular, oftalmoplegia e redução visual apontam para celulite orbitária.
  • Quando a imagem mostra acometimento posterior ao septo orbitário, a infecção deixa de ser ambulatorial e passa a exigir internação e antibiótico EV.
  • Não deixe o espectro antimicrobiano esconder o ponto principal da questão: o decisivo costuma ser a profundidade anatômica da infecção e a via de tratamento.
  • Punção liquórica não é rotina em celulite orbitária sem elementos clínicos de meningite no enunciado.

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