No choque hipovolêmico do paciente politraumatizado 

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Q4152617 Medicina
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Gabarito: B

Fundamento decisivo: No choque hipovolêmico do politraumatizado, a questão cobra a coagulopatia do trauma como mecanismo central, reconhecida pela perda e consumo de fatores e plaquetas, desregulação da coagulação, hiperfibrinólise e agravamento por acidose e hipocalcemia; por isso, a alternativa que lista esses mecanismos é a correta.

Tema central: Coagulopatia do trauma
Análise das alternativas
A
Errada
Está incorreta porque, no TCE grave, o princípio fisiopatológico relevante é evitar soluções hipotônicas, já que isso pode agravar edema cerebral. Além disso, a assertiva sugere uma preferência inadequada nesse contexto.
B
Certa
A alternativa B está correta porque reúne os mecanismos centrais e classicamente aceitos da coagulopatia associada ao trauma hemorrágico: perda de fatores de coagulação e plaquetas pelo sangramento, consumo/desregulação da coagulação pela lesão e hipoperfusão, fibrinólise aumentada e agravamento da hemostasia por acidose e hipocalcemia. Esse é o núcleo fisiopatológico do choque hemorrágico no politraumatizado.
C
Errada
Está incorreta porque não existe meta universal de hemoglobina maior ou igual a 10 g/dL para todo politraumatizado, independentemente de antecedentes mórbidos. A estratégia transfusional no trauma deve ser guiada pelo contexto clínico, sangramento e perfusão, e não por esse alvo fixo aplicado indistintamente.
D
Errada
Está incorreta porque a hipotermia no trauma hemorrágico é deletéria, não terapêutica. Ela piora a função plaquetária e a atividade enzimática da coagulação, integra a tríade letal do trauma e deve ser prevenida ou corrigida, não mantida.
Pegadinha da questão
A banca mistura conceitos de forma deliberada: sugere preferência inadequada de fluido no TCE grave, ressuscita a falsa regra universal de hemoglobina 10 g/dL e tenta trocar a hipotermia deletéria do trauma por uma ideia de hipotermia terapêutica que não se aplica aqui.
Dica para questões semelhantes
  • Em trauma hemorrágico, pense na tríade letal: hipotermia, acidose e coagulopatia se agravam mutuamente.
  • Não reduza a coagulopatia do trauma à hemodiluição; hiperfibrinólise e hipocalcemia também entram no mecanismo.
  • Desconfie de metas universais rígidas, como hemoglobina 10 g/dL para todos, sem considerar contexto hemodinâmico e sangramento.
  • Em TCE grave, o critério-chave é evitar soluções hipotônicas e qualquer medida que favoreça edema cerebral.

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