Homem de 67 anos e portador de hipertensão arterial há dez ...

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Q1861883 Medicina
Homem de 67 anos e portador de hipertensão arterial há dez anos queixa-se de dispneia ao subir escadas e caminhar por longos trajetos. A ausculta pulmonar é normal e o ecocardiograma mostrou fração de ejeção de 55%, aumento do átrio esquerdo e discreta hipertrofia do septo interventricular, sendo sugestivo de disfunção ventricular diastólica grau II.
Sobre o tratamento desse paciente, é correto afirmar que:
Alternativas

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Tema central: Esta questão aborda insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP) secundária à disfunção diastólica em paciente hipertenso, situação recorrente em concursos e prática clínica.

Justificativa da alternativa correta (E):
O foco do tratamento da ICFEP é sempre o controle rigoroso da pressão arterial. Segundo as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020 (Seção 10.5), “A HA tem papel fundamental na fisiopatologia da IC... Na IC com fração de ejeção preservada (ICFEP), a HA é mais frequente [...] com prevalência de até 90%.” Assim, abordar a hipertensão é a intervenção que mais efetivamente reduz sintomas, retarda a progressão da doença e previne eventos.

Evidências: Revisões sistemáticas do UpToDate e Harrison’s reforçam que nenhum agente ou classe específica demonstrou superioridade na sobrevida, portanto, o controle de comorbidades – especialmente hipertensão – é central.

Análise das alternativas incorretas:

A) Incorreta. O uso de diuréticos só é recomendado se houver congestão. Neste caso, a ausculta pulmonar é normal, sem sinais congestivos. Usar diuréticos indiscriminadamente pode prejudicar o enchimento ventricular e agravar sintomas.

B) Errada. Reduzir excessivamente a pré-carga pode comprometer ainda mais o enchimento do ventrículo, piorando a tolerância ao esforço na disfunção diastólica.

C) Falsa. Se houver isquemia, tratá-la pode sim melhorar os sintomas. Ignorar a modificação de fatores associados é equívoco frequente em provas.

D) Mito. Não há aumento significativo de sobrevida comprovado com betabloqueadores ou bloqueadores de canais de cálcio em ICFEP; eles podem ser usados para controle pressórico ou de frequência, mas não oferecem impacto prognóstico direto.

Estratégia para provas: Atenção ao contexto: sintomas, exames e mecanismos fisiopatológicos devem guiar seu raciocínio. Desconfie de alternativas que recomendam tratamentos sem indicação clara no quadro apresentado ou afirmam benefícios não comprovados em diretrizes.

Resumo: Controle efetivo da pressão arterial é a peça-chave no manejo da disfunção diastólica com fração de ejeção preservada!

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Comentários

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O paciente descrito na questão apresenta sintomas de dispneia de esforço e alterações no ecocardiograma sugestivas de disfunção ventricular diastólica grau II. O tratamento indicado para esse paciente deve focar no controle da pressão arterial, uma vez que ele é portador de hipertensão arterial há dez anos. Dessa forma, a alternativa correta é a E. O uso de diuréticos pode ser indicado em pacientes com insuficiência cardíaca e congestão pulmonar, mas não é o caso desse paciente, que apresenta ausculta pulmonar normal. A redução excessiva da pré-carga com o uso de vasodilatadores pode ser prejudicial nesse caso, já que o paciente apresenta disfunção ventricular diastólica. O tratamento da isquemia pode melhorar os sintomas, mas esse não é o caso desse paciente. Os bloqueadores dos canais de cálcio e betabloqueadores podem apresentar benefícios na sobrevida, mas não são a primeira escolha de tratamento nesse caso.

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