Paciente masculino de 64 anos apresentou quadro recente de ...
O tratamento anti-hipertensivo mais recomendado para esse paciente logo após a alta hospitalar é:
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Tema central da questão: O caso aborda manejo anti-hipertensivo em paciente com infarto agudo do miocárdio (IAM) recente, disfunção ventricular esquerda (FEVE 40%) e antecedente de hipertensão, buscando identificar a combinação medicamentosa mais recomendada para prevenção secundária nesta situação.
Justificativa para a alternativa correta (A): Inibidor da ECA e betabloqueador
Segundo a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2025), betabloqueadores são indicados em qualquer etapa quando houver “indicação específica”, como pós-infarto. Da mesma forma, os IECA possuem indicação robusta para pacientes com disfunção ventricular após IAM, promovendo redução da mortalidade e do remodelamento cardíaco adverso. Conforme o PCDT do Ministério da Saúde, ambos devem ser parte do regime inicial do paciente pós-IAM, preferencialmente ainda durante a internação, “com a maior dose tolerada”.
Portanto, para esse paciente, a terapia combinada de IECA + betabloqueador se alinha às melhores práticas e evidências (MSD Manuals; Linhas de Cuidado do MS).
Análise das alternativas incorretas:
B) Manter anlodipino + betabloqueador: Não prioriza IECA, fundamental na presença de disfunção ventricular; bloqueadores de canais de cálcio são opcionais, mas não substituem IECA nos objetivos da prevenção secundária.
C) Anlodipino + IECA: Falta betabloqueador, que reduz mortalidade pós-IAM, devendo ser instituído em ausência de contraindicações.
D) Anlodipino + IECA + betabloqueador: Embora clinicamente possível em alguns casos, a alternativa menciona “acrescentar” ambos, quando o anlodipino não é prioridade para esse contexto. O tratamento deve ser imediatamente direcionado para o que comprovadamente reduz eventos: IECA + betabloqueador.
E) Apenas monitorar: Não se sustenta em paciente de alto risco cardiovascular e disfunção ventricular pós-IAM; seria uma conduta inadequada.
Dicas para a prova: Observe sempre comorbidades e situações especiais (IAM, IC, gravidez), que mudam a prioridade dos anti-hipertensivos. Palavras como "acrescentar", "priorizar" ou "monitorar" podem indicar pegadinhas de temporalidade e conduta.
Evidências e referências: Diretriz Brasileira de Hipertensão (2025), Linhas de Cuidado - IAM/MS, UpToDate, Harrison’s.
Resumo: IECA e betabloqueador são a base do tratamento anti-hipertensivo para pacientes pós-IAM com disfunção ventricular, superando outros anti-hipertensivos em impacto sobre mortalidade e complicações.
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