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Q1861882 Medicina
Paciente masculino de 64 anos apresentou quadro recente de infarto agudo do miocárdio e foi submetido à intervenção percutânea com implantação de um stent na artéria descendente anterior. O ecocardiograma prévio à sua alta mostrou fração de ejeção de 40%. Sua história prévia de hipertensão arterial era significativa e ele fazia uso de anlodipino. No momento apresenta PA de 140/95mmHg e FC de 84bpm.
O tratamento anti-hipertensivo mais recomendado para esse paciente logo após a alta hospitalar é:
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Tema central da questão: O caso aborda manejo anti-hipertensivo em paciente com infarto agudo do miocárdio (IAM) recente, disfunção ventricular esquerda (FEVE 40%) e antecedente de hipertensão, buscando identificar a combinação medicamentosa mais recomendada para prevenção secundária nesta situação.

Justificativa para a alternativa correta (A): Inibidor da ECA e betabloqueador

Segundo a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial (2025), betabloqueadores são indicados em qualquer etapa quando houver “indicação específica”, como pós-infarto. Da mesma forma, os IECA possuem indicação robusta para pacientes com disfunção ventricular após IAM, promovendo redução da mortalidade e do remodelamento cardíaco adverso. Conforme o PCDT do Ministério da Saúde, ambos devem ser parte do regime inicial do paciente pós-IAM, preferencialmente ainda durante a internação, “com a maior dose tolerada”.

Portanto, para esse paciente, a terapia combinada de IECA + betabloqueador se alinha às melhores práticas e evidências (MSD Manuals; Linhas de Cuidado do MS).

Análise das alternativas incorretas:

B) Manter anlodipino + betabloqueador: Não prioriza IECA, fundamental na presença de disfunção ventricular; bloqueadores de canais de cálcio são opcionais, mas não substituem IECA nos objetivos da prevenção secundária.

C) Anlodipino + IECA: Falta betabloqueador, que reduz mortalidade pós-IAM, devendo ser instituído em ausência de contraindicações.

D) Anlodipino + IECA + betabloqueador: Embora clinicamente possível em alguns casos, a alternativa menciona “acrescentar” ambos, quando o anlodipino não é prioridade para esse contexto. O tratamento deve ser imediatamente direcionado para o que comprovadamente reduz eventos: IECA + betabloqueador.

E) Apenas monitorar: Não se sustenta em paciente de alto risco cardiovascular e disfunção ventricular pós-IAM; seria uma conduta inadequada.

Dicas para a prova: Observe sempre comorbidades e situações especiais (IAM, IC, gravidez), que mudam a prioridade dos anti-hipertensivos. Palavras como "acrescentar", "priorizar" ou "monitorar" podem indicar pegadinhas de temporalidade e conduta.

Evidências e referências: Diretriz Brasileira de Hipertensão (2025), Linhas de Cuidado - IAM/MS, UpToDate, Harrison’s.

Resumo: IECA e betabloqueador são a base do tratamento anti-hipertensivo para pacientes pós-IAM com disfunção ventricular, superando outros anti-hipertensivos em impacto sobre mortalidade e complicações.

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O tratamento anti-hipertensivo mais recomendado para esse paciente logo após a alta hospitalar é a alternativa A, inibidor da ECA e betabloqueador. Isso se deve ao fato de que o paciente apresenta história prévia de hipertensão arterial significativa e teve um infarto agudo do miocárdio recente, o que aumenta o risco de eventos cardiovasculares futuros. Além disso, a fração de ejeção de 40% indica disfunção ventricular, que pode ser melhorada com a terapia combinada de inibidor da ECA e betabloqueador. A adição de um inibidor da ECA também pode levar a uma diminuição adicional da morbidade e a mortalidade cardiovascular em pacientes com disfunção ventricular. Portanto, a opção A é a mais adequada para prevenção de eventos cardiovasculares futuros e melhora da função ventricular nesse paciente.

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