Leia com atenção as alternativas e assinale aquela em que a...
Gabarito comentado
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Tema e habilidade: conjunções coordenativas e seus valores semânticos, com foco em adversidade (oposição). A banca quer que você identifique a alternativa em que a conjunção introduz contraste entre ideias.
Regra normativa: Segundo a gramática normativa (v. Bechara, Moderna Gramática Portuguesa; Cunha & Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo), as conjunções coordenativas podem exprimir diferentes sentidos: - Adversativas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto. - Aditivas: e, nem (esta com sentido de adição negativa). - Causais (geralmente subordinativas): porque, etc. - Conclusivas: logo, portanto.
Importante: a conjunção e, embora normalmente aditiva, pode assumir valor adversativo (equivalendo a “mas”) quando o contexto traz oposição ou contraste inesperado entre as orações. Exemplos: “Insistiu, e não conseguiu.”; “Estudou, e não passou.” (Cunha & Cintra tratam do e com valor de contraste; Bechara também registra esse uso).
Estratégia para resolver: - Substitua mentalmente a conjunção por mas. Se o sentido de oposição se mantiver, há adversidade. - Cuidado com pegadinhas: logo costuma ser conclusivo; porque, causal; nem, aditivo negativo. - Observe se há contraste inesperado entre as orações (ex.: expectativa X realidade).
Gabarito: C
Por que a alternativa C está correta? Em “Era inteligente e estava triste com o resultado no exame”, a conjunção e conecta ideias que, no contexto, apontam para um contraste: espera-se que alguém inteligente tenha bom desempenho; estar “triste com o resultado” sugere frustração, contrariando a expectativa. Assim, o e adquire valor adversativo, podendo ser parafraseado por mas: “Era inteligente, mas estava triste...”. Esse uso é reconhecido pela gramática normativa como caso de e com sentido de oposição (Bechara; Cunha & Cintra).
Por que as demais alternativas estão incorretas?
- A – “..., nem sabemos ...”
O nem é conjunção aditiva de sentido negativo, equivalendo a “e não”. Não há oposição; há soma de informações sob negação. Logo, não é adversativa. - B – “..., porque não tive tempo ...”
Porque introduz causa (“não respondi” por qual motivo?), estabelecendo relação explicativa/causal, não de contraste. Portanto, não é adversativa. - D – “..., logo a aceitou.”
Logo é conjunção conclusiva (equivale a “portanto”, “assim”). Indica consequência ou conclusão da primeira oração, e não adversidade.
Dica de prova: ao buscar adversidade, procure primeiro por mas, porém, contudo, todavia, entretanto. Se não aparecerem, teste se o e pode ser lido como mas sem perda de sentido. Se sim, é um caso de valor semântico adversativo.
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Comentários
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Veja, na alternativa C), o "e" pode funcionar como adversidade.
Se tentarmos substituir o "e" por "mas", fará sentido: Era inteligente, mas estava triste com o resultado no exame.
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