Sobre a realização de transplante renal com doador falecido ...

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Q4238282 Medicina
Sobre a realização de transplante renal com doador falecido em pacientes priorizados por falência de acesso, assinale a alternativa correta. 
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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Em transplante renal com doador falecido em pacientes priorizados por falência de acesso, mantém-se a necessidade de compatibilidade imunológica básica; além disso, esse grupo tende a ter maior complexidade clínica e maior sensibilização, e a perda do enxerto por óbito do receptor com enxerto funcionante pode superar a perda por rejeição, o que torna a alternativa D a correta.

Tema central: Transplante renal prioritário
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a priorização por falência de acesso não autoriza ignorar compatibilidade ABO. A barreira ABO continua sendo imunologicamente relevante no transplante renal. Incompatibilidade ABO não é liberada simplesmente pelo caráter prioritário do caso; exige contexto e estratégia próprios. O erro da alternativa é confundir urgência/priorização com flexibilização irrestrita de critério imunológico básico.
B
Errada
Está errada porque transplantar mais rapidamente não permite concluir que esse grupo tenha os melhores desfechos de sobrevida global e do enxerto. O ponto decisivo é o risco basal: pacientes priorizados por falência de acesso tendem a ser mais graves e mais complexos clinicamente. Portanto, menor tempo até o transplante não neutraliza automaticamente comorbidades e maior gravidade, e não sustenta a afirmação de melhor prognóstico universal.
C
Errada
Está errada porque o uso de dois rins do mesmo doador não é conduta rotineira nem 'sempre indicada' nesses pacientes. O transplante duplo renal é estratégia seletiva, ligada a situações específicas das características do doador e do órgão, e não a uma necessidade genérica de oferecer maior função renal ao receptor priorizado. O erro é transformar uma indicação excepcional em regra.
D
Certa
A alternativa D é a única que descreve corretamente o perfil clínico e imunológico desse grupo. Pacientes priorizados por falência de acesso tendem a acumular maior complexidade clínica, maior morbidade e podem apresentar maior sensibilização, o que exige atenção ao manejo imunossupressor. Além disso, nesse perfil de receptores, a perda do enxerto por óbito do paciente com enxerto ainda funcionante é causa muito relevante e pode ser mais frequente do que a perda por rejeição. Isso está de acordo com o conhecimento consolidado em transplante renal e imunologia de transplantes.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre prioridade em lista e mudança dos princípios técnicos do transplante: nem se pode dispensar compatibilidade ABO, nem supor melhor prognóstico automático; além disso, ela testa se o candidato lembra que, em receptores mais comórbidos, óbito com enxerto funcionante é causa importante de perda do enxerto.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado falar em priorização no transplante, não conclua que critérios imunológicos básicos foram abolidos; ABO continua sendo relevante.
  • Não associe transplante mais rápido a melhor sobrevida de forma automática; primeiro avalie a complexidade clínica basal do subgrupo.
  • Quando aparecer transplante duplo renal como rotina, desconfie: essa é uma estratégia seletiva, não padrão para receptor mais grave.
  • Em questões sobre perda do enxerto, considere não só rejeição, mas também óbito do receptor com enxerto funcionante, especialmente em pacientes com maior comorbidade.

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