Existem contraindicações absolutas ou relativas à administra...
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Tema central: O foco é contraindicações ao uso de alteplase nas primeiras horas do AVC isquêmico agudo. O trombolítico só deve ser usado após rigorosa avaliação de riscos, conforme protocolos.
Justificativa da alternativa correta (C):
A malformação vascular intracraniana não tratada pode elevar significativamente o risco de hemorragia quando se usa alteplase. Segundo o PCDT do Ministério da Saúde (2023), a presença de malformação arteriovenosa ou tumor cerebral é, em geral, contraindicação absoluta. No entanto, casos específicos e interpretação clínica podem enquadrá-la como contraindicação relativa se os riscos e benefícios forem pesados individualmente.
Em alguns casos, falta de informação detalhada sobre o tipo, extensão ou possibilidade de hemorragia pode exigir decisão caso a caso, transformando uma contraindicação normalmente absoluta em relativa. O profissional deve sempre avaliar paciente, história clínica e exames de imagem.
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) Hipertensão persistente de 185 × 110 mmHg: Contraindicação absoluta! O tratamento só pode começar se a pressão for reduzida para níveis seguros (<185/110 mmHg) devido ao alto risco de hemorragia intracraniana. (PCDT AVCi, Ministério da Saúde, 2023)
B) Câncer em trato gastrointestinal: Não consta entre contraindicações absolutas ou relativas para alteplase segundo diretrizes nacionais e internacionais (UpToDate, PCDT). Não se aplica à pergunta.
D) Presença de endocardite bacteriana: Contraindicação absoluta! Há risco de complicações sépticas, formação de aneurisma micótico e hemorragia grave (Diretriz SBDCV/Departamento de Doença Cerebrovascular, 2012).
E) Plaquetopenia inferior a 100.000/mm³: Contraindicação absoluta! O risco de sangramento espontâneo e grave é muito aumentado.
Dicas para provas: Sempre classifique as contraindicações de trombolíticos como absolutas ou relativas conforme protocolo. Palavras-chave como “persistente”, “não controlada” para hipertensão, “plaquetopenia”, “malformação vascular”, ajudam a identificar a resposta. Atenção a termos como “relativa”, pois a indicação pode depender da avaliação do risco-benefício individualizado.
Resumo final: Como a avaliação da malformação vascular não tratada pode ter margem para exceção baseada no quadro clínico individual, ela é a opção mais compatível com contraindicação relativa nesta questão.
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Comentários
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Nessa questão me parece que caberia recurso:
>Malformação vascular intracraniana não tratada
- É considerada contraindicação absoluta nos guidelines tradicionais (AHA/ASA, Diretriz Brasileira de AVC 2019), pois essas lesões podem romper com o aumento súbito do fluxo, levando a sangramento intracraniano catastrófico.
- No entanto, alguns centros de referência vêm reavaliando essa contraindicação como relativa, dependendo do tipo e localização da MAV (ex: se for pequena, incidental, cortical superficial e sem histórico de sangramento).
>Histórico de câncer GI recente (por exemplo, neoplasia digestiva com risco de sangramento) pode ser contraindicação RELATIVA, dependendo da atividade da doença e risco de sangramento. Ao meu ver essa seria a resposta correta, pois depende do tipo de câncer, estágio e atividade.
CONTRA INDICAÇÕES ABSOLUTAS:
- AVC hemorrágico ou trauma craniano nas últimas 3 meses
- Cirurgia intracraniana ou medular recente
- Malformação vascular intracraniana ou aneurisma não tratado
- Neoplasia intracraniana
- PA persistente >185/110 mmHg mesmo com tratamento
- Plaquetas <100.000/mm³
- INR > 1,7 ou uso de DOACs com efeito ativo
- Glicemia <50 mg/dL
- Endocardite infecciosa
CONTRA INIDICAÇÕES RELATIVAS:
- Cirurgias maiores nos últimos 14 dias
- Infarto recente (14 dias)
- Hemorragia gastrointestinal recente
- Câncer GI ativo
- Gestação
- Convulsão no início do quadro sem diagnóstico definido de AVC
- AVC hemorrágico prévio ou suspeita de hemorragia intracraniana
- AVC isquêmico < 3 meses (exceto o evento atual)
- Neoplasia intracraniana, MAV ou aneurisma cerebral
- Cirurgia intracraniana ou trauma craniano grave < 3 meses
- Sangramento ativo ou diátese hemorrágica
- PA ≥ 185/110 mmHg não controlável
- Plaquetas < 100.000/mm³
- INR > 1,7 ou uso recente de anticoagulante com efeito ativo
- Glicemia < 50 mg/dL (até correção)
- Endocardite infecciosa
- Dissecção aguda de aorta
- AVC grave (NIHSS muito alto) ou déficit neurológico leve/rápida melhora
- Cirurgia maior ou trauma recente (≤ 14 dias)
- Punção arterial não compressível recente
- Gestação ou puerpério recente
- Úlcera péptica ativa recente
- Convulsão no início do quadro com déficit pós-ictal
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