Homem, 61 anos de anos de idade, portador de nefropatia
diabética, foi submetido à transplante renal com doador
falecido, do sexo masculino, de 26 anos de idade. Teve boa
evolução no pós-operatório, com queda espontânea da
creatinina, sem necessidade de diálise após o transplante. Foi
retirada a sonda vesical no 3º dia pós-operatório e o ultrassom
Doppler do rim transplantado no 4º dia pós-operatório foi
normal. O paciente apresentava-se bem em consultas
ambulatoriais, com creatinina sérica entre 1,3 a 1,5 mg/dL
(taxa de filtração glomerular estimado pelo MDRD entre 48 a
54 mL/min), até que no 2º mês após o transplante, passou a
referir abaulamento na região da fossa ilíaca do rim
transplantado. Sua função renal estava inalterada e o paciente
não apresentava queixas de alteração miccional ou febre,
apenas leve desconforto no local. O plantonista solicitou
exame de ultrassonografia seguido de tomografia
computadorizada que mostrou uma coleção de cerca de 500
mL ao redor do enxerto renal como mostra a imagem a seguir: