O “sinal do limão” é uma característica ultrassonográfica v...
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Tema central: A questão aborda o “sinal do limão” na ultrassonografia fetal, sinal importante em diagnóstico pré-natal de algumas malformações. Saber reconhecer tais sinais diferenciais é essencial na prática médica, especialmente para atuar com embasamento nos protocolos vigentes.
Justificativa da alternativa correta (C – Espinha bífida aberta):
O “sinal do limão” corresponde ao estreitamento bitemporal do crânio fetal, onde as margens frontais se aplanam e ficam com aspecto de limão em cortes ultrassonográficos. Esse achado é clássico em fetos com espinha bífida aberta, especialmente no 2º trimestre. A fisiopatologia envolve a perda de líquido cefalorraquidiano pelo defeito aberto na coluna, diminuindo a pressão intracraniana e alterando o formato do crânio.
De acordo com o “Guia de Consulta Rápida – Ministério da Saúde”, está diretamente relacionada à espinha bífida aberta e frequentemente vem acompanhada de malformação de Arnold-Chiari II e, eventualmente, hidrocefalia. A identificação precoce impacta no prognóstico e manejo da gestação.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Hidrocefalia: O aumento dos ventrículos pode coexistir na espinha bífida, mas isoladamente não causa o “sinal do limão”. O achado ultrassonográfico clássico é a dilatação ventricular.
- B) Micrognatia: Refere-se à mandíbula pequena, com outro achado ultrassonográfico (“sinal do peixe”) e não provoca a morfologia craniana de limão.
- D) Microcefalia: É a diminuição do perímetro cefálico, não tem relação direta com a deformidade frontal típica desse sinal.
- E) Trissomia do 21: Diversos sinais ultrassonográficos são possíveis, como prega nucal aumentada, mas o “sinal do limão” não está entre eles.
Dicas de prova:
Fique atento: sinais ultrassonográficos costumam ser cobrados em pegadinhas, tentando confundir com outras alterações morfológicas ou síndromes. Foque sempre na associação exata do sinal (“limão” → espinha bífida aberta; “banana” → malformação de Chiari II).
Evidências & diretrizes: O reconhecimento do “sinal do limão” é destacado nas principais literaturas obstétricas (ex.: Williams Obstetrícia, Capurro) e nos protocolos do Ministério da Saúde.
Segundo o “Anomalias e Infecções Congênitas Selecionadas: Guia de Consulta Rápida”:
“A espinha bífida geralmente é uma anomalia congênita isolada [...] Os achados relacionados incluem: Malformação de Chiari II e hidrocefalia.”
Concluindo: O conhecimento desses sinais é fundamental para decisões clínicas e diagnóstico diferencial em exames pré-natais.
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