Após uma gestação molar, é importante garantir uma contrace...
Após uma gestação molar, é importante garantir uma contracepção eficaz e segura durante o período de monitorização dos níveis de hCG (gonadotrofina corônica humana).
Que método anticoncepcional deve ser evitado em pessoas em que os níveis de hCG permanecem elevados?
Gabarito comentado
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Tema central: O acompanhamento pós-gestação molar exige contracepção segura durante o monitoramento dos níveis de hCG, para evitar o surgimento de nova gestação e não mascarar eventual recidiva ou progressão para Neoplasia Trofoblástica Gestacional (NTG).
Justificativa da alternativa correta (A - DIU de cobre):
O DIU de cobre deve ser evitado em pacientes pós-gestação molar, especialmente quando os níveis de hCG estão elevados. Segundo a Linha de Cuidado para Doença Trofoblástica Gestacional do Ministério da Saúde: “Os dispositivos intrauterinos são contraindicados na contracepção durante o seguimento pós-molar.”
Isso se deve ao risco aumentado de perfuração uterina e infecção, pois o útero encontra-se fragilizado após o esvaziamento. Além disso, o uso do DIU pode ocultar sintomas de NTG e introduzir confusão diagnóstica, prejudicando a monitorização clínica.
Análise das alternativas incorretas:
B) Implantes com etonogestrel, C) Injetável de progesterona isolada, D) Anticoncepcional oral de progesterona isolada e E) Anticoncepcional oral combinado: Todos são métodos hormonais permitidos e recomendados para este contexto. Não aumentam o risco de progressão para NTG, podem ser utilizados logo após o esvaziamento uterino e apresentam alta eficácia contraceptiva.
Estratégia para a prova: Fique atento(a) à palavra-chave “evitar” e questione sempre a viabilidade de métodos no útero em situações pós-procedimentos invasivos ou doença trofoblástica.
Referência normativa: Conforme o Ministério da Saúde, página 34, seção “Contracepção”: “A anticoncepção hormonal é a preferida e pode ser instituída imediatamente após o esvaziamento. Os DIUs são contraindicados nesse período.”
Evidências: A literatura (ex: UpToDate, gestão 2023) reforça o potencial risco de infecção e perfuração uterina, além do risco de mascaramento de NTG pelo DIU.
Resumo: Após mola hidatiforme, não usar DIU – opte por métodos hormonais.
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