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Q736332 Medicina

Mulher de 36 anos, nulípara, em uso de ACO contínuo, relata a seu médico dor discreta na mama esquerda há alguns meses, seguida da palpação de um “caroço” nessa mama. Nunca fez exame das mamas. No US, visualizou-se no quadrante superior lateral da mama esquerda uma imagem nodular, hipoecoica, bem delimitada, maior eixo paralelo à pele, medindo cerca de 2,2 x 3,1 x 0,7 cm. Axilas livres. Qual é o BI-RRADS® mais provável?

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Comentário da questão:

Tema central: A classificação do nódulo mamário pelo sistema BI-RADS® em um caso de paciente jovem, nulípara, com achado ultrassonográfico sugestivo de benignidade.

Raciocínio clínico: O BI-RADS® padroniza achados para uma conduta precisa. Segundo as diretrizes nacionais (“Diretrizes para Detecção Precoce do Câncer de Mama no Brasil” – INCA):

  • Categoria 1: Exame negativo.
  • Categoria 2: Achados classicamente benignos.
  • Categoria 3: Achados provavelmente benignos, com probabilidade de malignidade <2%; recomenda seguimento curto para monitorar estabilidade.
  • Categoria 4: Achados suspeitos, biopsia deve ser considerada.
  • Categoria 5: Altamente sugestivo de malignidade.

No caso, o ultrassom mostra:

  • Nódulo hipoecoico, bem delimitado, com eixo maior paralelo à pele, sem alterações axilares → Essas características favorecem lesão benigna.
  • Tamanho não é isoladamente fator preditivo, desde que não haja sinais suspeitos associados.

Essas características, conforme evidências (ex: Journal of Ultrasound in Medicine), justificam o BI-RADS® 3 – provável benignidade e vigilância sem intervenção inicial.

Alternativa correta: C) 3.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) 1: Exame negativo — o ultrassom detectou um nódulo, logo não é 1.
  • B) 2: Classicamente benigno — não é descrito padrão típico como cisto simples ou calcificação, e sim provável benignidade.
  • D) 4: Achado suspeito — não há critérios como margens irregulares, sombra acústica ou relação desproporcional do eixo.
  • E) 5: Altamente suspeito — achado do caso não sustenta essa classificação.

Dica para prova: Palavras como “bem delimitado”, “paralelo à pele” e “sem alteração axilar” direcionam para BI-RADS® 3. Evite confundir com BI-RADS® 2 (precisa ser classicamente benigno).

Segundo o INCA: “A categoria 3 é utilizada para achados que têm uma alta probabilidade (>98%) de serem benignos, mas que não são classicamente benignos.”

Resumo: Lesão sólida, bem delimitada, hipoecoica e paralela à pele em mulher jovem = BI-RADS® 3 (acompanhamento).

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa C - BI-RADS® 3. Isso porque o BI-RADS® é uma classificação utilizada para caracterizar lesões mamárias identificadas em exames de imagem, e o BI-RADS® 3 indica uma lesão com baixa suspeita de malignidade. No caso descrito, a mulher apresenta uma imagem nodular hipoecoica, bem delimitada, no quadrante superior lateral da mama esquerda, com medidas de 2,2 x 3,1 x 0,7 cm. Embora a presença de um "caroço" na mama possa sugerir uma lesão sólida e, portanto, com maior risco de malignidade, a ausência de linfonodos axilares comprometidos é um fator que contribui para diminuir a suspeita de câncer. Além disso, o fato de a mulher estar em uso de ACO contínuo pode estar associado a alterações mamárias benignas, como cistos, que podem justificar a presença da lesão nodular identificada no US. Diante dessas evidências, o BI-RADS® 3 é a classificação mais adequada, indicando que a lesão apresenta baixa probabilidade de malignidade e que o acompanhamento com exames de imagem seriados é indicado para avaliar sua evolução.

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