Mulher de 36 anos, nulípara, em uso de ACO contínuo, relata...
Mulher de 36 anos, nulípara, em uso de ACO contínuo, relata a seu médico dor discreta na mama esquerda há alguns meses, seguida da palpação de um “caroço” nessa mama. Nunca fez exame das mamas. No US, visualizou-se no quadrante superior lateral da mama esquerda uma imagem nodular, hipoecoica, bem delimitada, maior eixo paralelo à pele, medindo cerca de 2,2 x 3,1 x 0,7 cm. Axilas livres. Qual é o BI-RRADS® mais provável?
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Comentário da questão:
Tema central: A classificação do nódulo mamário pelo sistema BI-RADS® em um caso de paciente jovem, nulípara, com achado ultrassonográfico sugestivo de benignidade.
Raciocínio clínico: O BI-RADS® padroniza achados para uma conduta precisa. Segundo as diretrizes nacionais (“Diretrizes para Detecção Precoce do Câncer de Mama no Brasil” – INCA):
- Categoria 1: Exame negativo.
- Categoria 2: Achados classicamente benignos.
- Categoria 3: Achados provavelmente benignos, com probabilidade de malignidade <2%; recomenda seguimento curto para monitorar estabilidade.
- Categoria 4: Achados suspeitos, biopsia deve ser considerada.
- Categoria 5: Altamente sugestivo de malignidade.
No caso, o ultrassom mostra:
- Nódulo hipoecoico, bem delimitado, com eixo maior paralelo à pele, sem alterações axilares → Essas características favorecem lesão benigna.
- Tamanho não é isoladamente fator preditivo, desde que não haja sinais suspeitos associados.
Essas características, conforme evidências (ex: Journal of Ultrasound in Medicine), justificam o BI-RADS® 3 – provável benignidade e vigilância sem intervenção inicial.
Alternativa correta: C) 3.
Análise das alternativas incorretas:
- A) 1: Exame negativo — o ultrassom detectou um nódulo, logo não é 1.
- B) 2: Classicamente benigno — não é descrito padrão típico como cisto simples ou calcificação, e sim provável benignidade.
- D) 4: Achado suspeito — não há critérios como margens irregulares, sombra acústica ou relação desproporcional do eixo.
- E) 5: Altamente suspeito — achado do caso não sustenta essa classificação.
Dica para prova: Palavras como “bem delimitado”, “paralelo à pele” e “sem alteração axilar” direcionam para BI-RADS® 3. Evite confundir com BI-RADS® 2 (precisa ser classicamente benigno).
Segundo o INCA: “A categoria 3 é utilizada para achados que têm uma alta probabilidade (>98%) de serem benignos, mas que não são classicamente benignos.”
Resumo: Lesão sólida, bem delimitada, hipoecoica e paralela à pele em mulher jovem = BI-RADS® 3 (acompanhamento).
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