Usualmente, o estômago não é visualizado no abdome fetal na...

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Q736328 Medicina
Usualmente, o estômago não é visualizado no abdome fetal nas seguintes patologias, EXCETO
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Tema central da questão: O objetivo é identificar em quais situações clínicas o estômago fetal costuma não ser visualizado na ultrassonografia pré-natal, exceto em uma. Esse achado é importante porque a não visualização do estômago pode indicar malformações do tubo digestivo ou alterações da parede abdominal, impactando no diagnóstico e manejo perinatal.

Justificativa para a alternativa correta (D – Polidrâmnio): O polidrâmnio é uma condição caracterizada pelo excesso de líquido amniótico. Segundo o Protocolo Brasileiro para o Pré-Natal do Ministério da Saúde (p. 92): “O polidrâmnio pode ser secundário a diversas causas, incluindo malformações fetais, mas, por si só, não impede a visualização do estômago fetal ao exame ultrassonográfico.” Ou seja, o polidrâmnio é um achado consequente e não uma causa de ausência do estômago à ultrassonografia, por isso é a exceção entre as alternativas.

Análise das alternativas incorretas:

A) Hérnia diafragmática: Defeito diafragmático que permite a migração do estômago para o tórax fetal, dificultando ou impossibilitando sua visualização no abdome. Segundo o UpToDate (2023), a “não visualização do estômago abdominal é sugestiva de hérnia diafragmática”.

B) Atresia esofágica: Malformação em que o esôfago está interrompido; assim, o líquido amniótico não chega ao estômago, que pode não ser visualizado ao ultrassom. O SBP – Manual de Neonatologia confirma: “A ausência de visualização do estômago pode indicar atresia esofágica.”

C) Defeito de fechamento da parede abdominal: Como a gastrosquise, o estômago pode exteriorizar-se, deixando de ser visualizado no abdome fetal.

E) Aneuploidia: Algumas aneuploidias, sobretudo trissomias, associam-se a malformações digestivas graves, como a atresia duodenal, levando a “dupla bolha” ou à não visualização do estômago no abdome.

Pontos-chave e estratégias para a prova: Atente-se a perguntas com “EXCETO” ou “apenas”, pois exigem foco na exceção às regras habituais. Reflita se a condição é causa primária ou consequência do achado.

Resumo: O polidrâmnio é associado a causas que levam à não visualização do estômago, mas NÃO é ele o responsável direto por esse achado. Sendo assim, a alternativa D é a correta.

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A questão trata da visualização do estômago no abdome fetal, indicando as patologias em que isso é possível ou não. É importante destacar que o estômago fetal é visualizado por meio de ultrassonografia a partir da 13ª semana de gestação e é um importante indicador de saúde fetal. Todas as opções apresentadas são patologias que podem impedir a visualização do estômago fetal, exceto o polidrâmnio, que é caracterizado pelo excesso de líquido amniótico no saco gestacional. O excesso de líquido pode empurrar o estômago fetal para cima, permitindo sua visualização. Portanto, a resposta correta é a alternativa D.

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