Paciente de 68 anos apresentou diagnóstico de estenose caro...

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Q4192315 Medicina
Paciente de 68 anos apresentou diagnóstico de estenose carotídea sintomática. Foi indicada a cirurgia de endarterectomia carotídea. Em relação à anatomia da dissecção para realização da endarterectomia da artéria carótida, qual estrutura pode ser ligada sem causar prejuízo funcional ao paciente?
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Na endarterectomia carotídea, a estrutura classicamente passível de ligadura sem prejuízo funcional significativo é a veia facial, que pode ser dividida para facilitar a exposição da bifurcação carotídea. As demais alternativas envolvem nervos ou artéria com função relevante ou alternativa anatomicamente inadequada, o que mantém o gabarito D.

Tema central: Anatomia cirúrgica da endarterectomia carotídea
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por inconsistência anatômica: a carótida interna cervical classicamente não emite ramos no pescoço. Assim, 'ramo superior da artéria carótida interna' não corresponde à anatomia relevante da dissecção cervical.
B
Errada
Está errada porque a artéria facial é ramo da carótida externa e irriga território funcional da face. Não é a estrutura classicamente sacrificável para exposição da endarterectomia carotídea.
C
Errada
Está errada porque o nervo vago é estrutura neural essencial da bainha carotídea e deve ser preservado. Sua lesão pode causar déficit funcional importante, inclusive alterações laríngeas, autonômicas e de deglutição.
D
Certa
A veia facial cruza a região operatória e pode ser ligada ou dividida para ampliar a exposição da carótida comum, da bifurcação e da carótida interna. Por ser uma estrutura venosa com drenagem colateral suficiente, essa ligadura não causa prejuízo funcional clinicamente relevante. Esse é o fundamento anatômico-cirúrgico que sustenta a alternativa D.
E
Errada
Está errada porque o nervo laríngeo recorrente tem função motora laríngea relevante. Sua lesão pode causar paralisia de prega vocal, disfonia e risco aspirativo, portanto não pode ser ligado sem repercussão funcional.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre artéria facial e veia facial: a veia facial pode ser ligada para melhorar a exposição, mas a artéria facial não. Também há a armadilha de sugerir ramo cervical da carótida interna, o que é anatomicamente inadequado.
Dica para questões semelhantes
  • Na exposição carotídea, diferencie estrutura apenas presente no campo operatório de estrutura realmente passível de sacrifício cirúrgico.
  • Em alternativas com nomes parecidos, confirme se é artéria ou veia: na técnica carotídea, a veia facial é classicamente ligável; a artéria facial não.
  • Nervos cervicais no campo da endarterectomia devem ser pensados como estruturas de preservação obrigatória, não como estruturas sacrificáveis.
  • Se a alternativa atribuir ramos cervicais à carótida interna, revise a anatomia: a carótida interna cervical classicamente não dá ramos no pescoço.

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