Os pacientes com asma persistente que estão bem controlados ...
Os pacientes com asma persistente que estão bem controlados com o uso da medicação como corticoide inalatório possuem risco diminuído de exacerbações. Continuam vulneráveis a elas, por exemplo, diante de uma infecção respiratória. É importante lembrar que a grande maioria das exacerbações pode ser tratada na Unidade de Saúde. São considerados fatores de risco para exacerbações todas as alternativas abaixo, EXCETO:
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Gabarito comentado:
Tema central: A questão aborda os fatores de risco para exacerbações em pacientes asmáticos, com base nas diretrizes clínicas e protocolos nacionais.
Para médicos, compreender esses fatores é fundamental para a avaliação do prognóstico, manejo seguro e prevenção de complicações graves em asmáticos – especialmente em um contexto de atenção à saúde pública.
Justificativa da alternativa correta (D):
A alternativa D cita “uso de dois ou mais tubos de aerossol dosimetrado de broncodilatador/ano” como fator de risco. Segundo o Ministério da Saúde (Doenças Respiratórias Crônicas), o critério válido é o uso de dois ou mais tubos por mês, o que reflete um descontrole importante da asma e risco elevado de crise. Portanto, o valor “por ano” está incorreto e não é considerado fator de risco relevante, tornando essa alternativa a exceção.
Análise das alternativas incorretas:
- A: “Três ou mais visitas a serviços de pronto-atendimento ou duas hospitalizações por asma aguda nos últimos 12 meses” – fator de risco clássico, conforme protocolos do Ministério da Saúde.
- B: “História prévia de asma quase fatal, necessitando de intubação” – risco elevado reconhecido, segundo as principais diretrizes e literatura (ex: GINA 2023, UpToDate).
- C: “Utilização atual ou recente de corticoide oral” – indica controle inadequado da doença, associado a maior risco de exacerbações (Ministério da Saúde, p. 33).
- E: “História de má adesão ao tratamento de antiinflamatório de manutenção” – má adesão é fator de risco absolutamente reconhecido para agravos, crises e instabilidade.
Atenção à pegadinha: A diferença entre “por mês” e “por ano” é sutil, mas essencial. Em provas, é comum que bancas troquem quantificadores temporais para testar atenção do candidato!
Referências:
Ministério da Saúde (BR). Doenças Respiratórias Crônicas – 2013, p. 33.
Diretrizes para o Manejo da Asma – GINA 2023.
Estratégia para questões similares: Leia atentamente palavras que definem frequência, quantidade e tempo. Compare com critérios atualizados dos principais protocolos. Assim, você evita erros em detalhes numéricos!
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